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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Varejo brasileiro cresce 5,5% em março e 2,4% no primeiro trimestre, aponta Índice Stone

Paraíba registra alta de 7,1% na comparação anual; Combustíveis lideram crescimento (13,7%) entre os oito segmentos analisados

13 de abril de 2026

As vendas do comércio brasileiro cresceram 5,5% em março, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação anual, o volume de vendas também apresentou alta, de 6,4%. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o varejo teve crescimento de 2,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior. O estudo que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o desempenho do varejo em março indica uma recuperação após a queda observada no mês anterior, mas ainda não muda o cenário mais amplo do setor. “Março mostra uma retomada do consumo após o recuo registrado em fevereiro, mas o ambiente ainda é desafiador para o varejo. O mercado de trabalho segue forte e a renda continua crescendo, o que ajuda a sustentar as vendas, mas o alto nível de endividamento das famílias e o crédito mais caro ainda limitam uma recuperação mais consistente. No acumulado do primeiro trimestre, há crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, mas o nível de atividade ainda está abaixo do observado no fim de 2025”, afirma.

Segmentos

No recorte mensal, todos os oito segmentos analisados apresentaram crescimento em março. A maior alta foi registrada em Combustíveis e Lubrificantes (13,7%), seguida por Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (9,2%), Móveis e Eletrodomésticos (5,2%), Material de Construção (4,8%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (4,1%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,3%), Artigos Farmacêuticos (2,1%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,3%).

No comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (10,6%), seguida por Material de Construção (9,4%), Artigos Farmacêuticos (8,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (6,4%), Móveis e Eletrodomésticos (4,9%), Tecidos, Vestuário e Calçados (4,5%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,3%). A única queda foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (2,2%).

“Setores mais ligados à renda têm tido um desempenho melhor do que aqueles que dependem mais de crédito, refletindo esse cenário restritivo. O início do corte de juros em março é um ponto positivo e pode ajudar a destravar o consumo ao longo do ano, mas seus efeitos ainda não foram sentidos. Por enquanto, a tendência é de que o varejo continue apresentando resultados mistos nos próximos meses”, afirma o economista da Stone.

Destaques regionais

No recorte regional, todos os estados apresentaram crescimento em março, na comparação anual. O maior avanço foi registrado em Sergipe (12,6%), seguido por Pernambuco (9,3%), Pará (8,4%), Rio de Janeiro (8,1%), Paraíba (7,1%), Piauí (6,9%), Acre (6,5%), Rio Grande do Norte (5,2%), Espírito Santo (5%) e Rio Grande do Sul (4,7%), Maranhão (4,4%), Tocantins (3,7%), Ceará (2,9%), Goiás (2,7%), Bahia (2,6%), Amazonas, São Paulo e Mato Grosso (2,4%), Rondônia, Paraná e Distrito Federal (2,3%), Roraima (2,2%), Minas Gerais (1,8%), Amapá (1,5%), Santa Catarina (1,1%), Alagoas (0,9%) e Mato Grosso do Sul (0,1%).

Para Guilherme Freitas, os resultados regionais de março mostram um cenário mais positivo na comparação anual, mas ainda insuficiente para caracterizar uma recuperação consistente do varejo brasileiro. “O fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento indica um desempenho mais disseminado das vendas em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para o Nordeste, puxado por estados como Sergipe e Pernambuco, e também para o avanço observado no Sudeste. Ainda assim, o ritmo de expansão varia entre as regiões, com o Centro-Oeste apresentando crescimento mais moderado, o que reforça que a melhora no comércio varejista observada no último mês ainda precisa de continuidade para se consolidar”, avalia.

Fonte: Assessoria