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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em março, Índice Nacional da Construção Civil na Paraíba cresceu 1,83%, segundo maior aumento do país

Avanço foi puxado pela mão de obra, que subiu 5,02%; custo médio do metro quadrado passou para R$ 1.902,48

10 de abril de 2026

O custo médio da construção civil na Paraíba registrou alta de 1,83% em março de 2026, frente ao mês anterior, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado nesta sexta-feira (10), pelo IBGE. O indicador estadual foi o 2º mais elevado entre todas as unidades da federação, ficando abaixo apenas da Bahia (2,16%), e superou tanto a média regional (0,95%) como a nacional (0,37%).

Com esse avanço, o custo médio do metro quadrado da construção civil no estado passou de R$ 1.868,23, em fevereiro, para R$ 1.902,48, em março de 2026. No cenário nordestino, o valor da Paraíba vem se descolando do média regional, que foi de R$ 1.810,35. O estado do  Maranhão, que apresentou por vários meses, o maior custo médio da construção civil regional, hoje está em segundo lugar, com valor de R$
1.879,33 por metro quadrado. Mesmo com o forte aumento, o custo da construção na Paraíba permaneceu abaixo do custo médio nacional (R$1.932,27).

O levantamento do IBGE aponta que a variação de 1,83% no custo total foi impulsionada pela parcela dos custos da mão de obra, que subiu 5,02% em relação ao mês anterior, passando de R$ 779,98 para R$ 819,17. Já o custo médio dos materiais apresentou decréscimo, passando de R$ 1.088,25 para R$ 1.083,31 em março de 2026, uma diminuição de 0,45%.

Para a variação acumulada no ano, de janeiro a março de 2026, a Paraíba apresentou uma elevação de 3,12%, configurando a 4ª maior variação do país, atrás apenas dos estados da Bahia e Piauí (4,49%) e Amapá (3,86%). O índice paraibano ficou abaixo das médias nacional (2,15%) e regional (3,04%).

No acumulado de 12 meses, o custo médio do metro quadrado na Paraíba avançou 9,32%, frente ao acumulado nos doze meses imediatamente anteriores, sendo a 2ª maior alta do país, abaixo somente do estado do Mato Grosso (9,83%). O percentual desse indicador também superou as médias regional (7,63%) e nacional (6,73%).

Fonte: IBGE