Turismo cria 68 mil empregos em um ano e chega a 2,3 milhões de trabalhadores no Brasil
Setor representa 5% da força de trabalho do País, que registra um total de 48,8 milhões de pessoas empregadas
9 de abril de 2026
Em um ano, o Brasil registrou um aumento de quase 70 mil trabalhadores com carteira assinada no setor do turismo. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que, ao final de fevereiro de 2026, havia 2.393.933 de pessoas empregadas na cadeia produtiva do setor. Em fevereiro de 2025, esse número era de 2.325.822 empregados, o que representa a criação de 68.111 postos de trabalho no período de um ano.
Atualmente, o turismo representa 5% da força de trabalho do País, que registra um total de 48,8 milhões de pessoas empregadas, conforme dados do final de fevereiro.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o segmento segue como forte motor de emprego e renda para a população brasileira. “Hoje temos mais de dois milhões de brasileiras e brasileiros que tiram seu sustento do turismo. É um número muito expressivo e que queremos aumentar. Vamos seguir trabalhando com determinação para fazer o turismo do nosso país uma potência na geração de renda para os cidadãos”, afirmou. “Hoje temos mais de dois milhões de brasileiras e brasileiros que tiram seu sustento do turismo. É um número muito expressivo e que queremos aumentar. Vamos seguir trabalhando com determinação para fazer o turismo do nosso país uma potência na geração de renda para os cidadãos”, Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
SEGMENTOS — Em fevereiro de 2026, o turismo gerou 11.442 novos postos de trabalho, fechando o mês com mais contratações do que demissões. O saldo foi quase inteiramente sustentado pelos segmentos de alimentação e transporte terrestre, que criaram 5.053 e 3.578 empregos, respectivamente. No ano, entre janeiro e fevereiro, o saldo é de 2.303 postos de trabalho criados no Brasil.
O protagonismo dos segmentos de alimentação e de transporte rodoviário de passageiros evidencia que o motor do emprego neste início de 2026 foi o turismo doméstico e regional de curta distância, fortemente impulsionado pelas viagens terrestres e pelo consumo local característicos da alta temporada de verão e das festividades de Carnaval.
AVIAÇÃO DOMÉSTICA — Outro dado importante, de janeiro e fevereiro deste ano, revela que a aviação doméstica bateu recorde de movimentação no primeiro bimestre. Pela primeira vez na história, o número de passageiros transportados dentro do país ultrapassou a marca dos 17 milhões, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Em relação ao ano passado, o crescimento foi de 8%. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo Carnaval, um dos principais motores do turismo nacional, que mobiliza milhões de brasileiros em viagens de lazer por todo o país. A combinação de maior oferta de voos e o fortalecimento de destinos domésticos também contribui para o cenário positivo, consolidando o turismo como vetor estratégico de crescimento econômico, geração de emprego e renda.
Os dados do primeiro semestre superaram o recorde anterior, contabilizado em 2020, quando 16,9 milhões de passageiros voaram pelo Brasil. Os dados constam no Relatório de Demanda e Oferta da ANAC, que registra dados desde 2000.
Fonte: Agência Gov