Drinks autorais elevam coquetelaria no Sea Rooftop, em João Pessoa
Carta de drinks dialoga com o espaço e com quem está nele
8 de abril de 2026
Há lugares que pedem uma bebida à altura. O Sea Rooftop, instalado no topo do Oceana Atlântico Hotel, com vista para a praia do Bessa, em João Pessoa, é um desses.Cada criação tem uma assinatura especial, e o local oferece uma carta criativa e saborosa para os apreciadores.
Entre os autorais, o Floratta abre o repertório com elegância discreta: vodka, limão-siciliano, uva e gengibre recebem uma camada inesperada de perfume de jasmim, e o resultado é um coquetel leve, floral, com profundidade olfativa fora do comum.
O 7 Belo é afeto em forma de copo. A inspiração vem de uma bala de infância, e a receita traduz essa memória com gin, morango macerado e um xarope que captura aquele dulçor familiar, equilibrado pela acidez da água tônica na finalização. Nostálgico sem ser óbvio.
Para quem prefere vibração mais expansiva, o Be Happy combina gin, maracujá, espumante e bitter aromático numa construção que alterna frescor e complexidade. Já o Paradise aposta num caminho mais direto: melão, maçã verde, limão tahiti e água com gás, um drink de fim de tarde que não precisa se justificar.
O Nordeste dentro do copo
Se há um drink que sintetiza a proposta do Sea Rooftop de forma mais explícita, é o Nordeste na Veia. Cachaça de produção regional, limão e caju adoçado com rapadura formam a base de uma receita que não apenas menciona o território, ela o habita. Servido em copo baixo com gelo translúcido, o coquetel recebe rodela de limão, caju e rapadura flambada na finalização: um gesto técnico que também é narrativo.
O Onça Pintada entra na carta com outro tipo de ambição. Whisky de canela, limão tahiti, mel de abelha e polpa de maracujá compõem uma receita que se sustenta tanto no sabor quanto na referência visual, e a apresentação dialoga com o animal que dá nome ao drink, sem cair no recurso fácil da decoração excessiva.
Equilíbrio entre autoria e repertório clássico
A carta não abandona o território dos clássicos. Sex on the Beach, Cosmopolitan, Moscow Mule e Negroni mantêm presença garantida e cumprem uma função importante: ampliar o alcance do menu sem comprometer sua identidade.
Para Osmildo Estrela, gerente da casa, essa construção não é acidental. “Trabalhamos com insumos de alta qualidade e buscamos construir uma carta que tenha identidade, mas que também dialogue com o público. Existe uma preocupação constante em trazer novidades, sem perder o padrão”, afirma.
A coquetelaria foi concebida como parte orgânica da experiência, não como um serviço paralelo ao restaurante, mas como extensão dele. “Mais do que servir bons drinks, a ideia é proporcionar uma experiência completa, que envolve sabor, apresentação e o ambiente. A criatividade entra justamente para renovar essa entrega e manter o interesse do cliente.
Fonte: Vivass Comunicação