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Foto: Divulgação

Economia Criativa: Inovação exige mudança, colaboração e humanização dos negócios

Regina Amorim destaca importância de ambientes colaborativos, escuta ativa e ferramentas do Sebrae para estimular criatividade e competitividade nas empresas

7 de abril de 2026

Escrevo esse artigo pensando nos profissionais e nos talentos criativos que reconhecem a importância da inovação e da agilidade no ambiente de negócios. A inovação permite manter o negócio estável e bem-posicionado no mercado. Para inovar é necessário assumir mudanças, mesmo em cenários ágeis e complexos.

As mudanças devem priorizar a qualificação e o engajamento das equipes para a nova cultura organizacional, a otimização dos processos, o domínio da tecnologia e a concretização de objetivos estratégicos. A cultura orientada para a inovação compreende um modelo flexível, que estimula o empreendedorismo e o compromisso dos funcionários. Modelos rígidos não sobrevivem nem se adequam ao ambiente de criatividade e da imaginação, assim como fazer perguntas certas nos leva ao caminho das soluções criativas.

A criatividade que nos força a aceitar a mudança, também depende de uma boa escuta, sempre fazendo perguntas, para chegar ao não óbvio, que são as ideias criativas. Encontrar novas formas de utilizar recursos são sutilezas da inovação, quase imperceptível, mas cheias de criatividade para atender às necessidades do negócio. Boas ideias contribuem para a resolução de problemas nas empresas, principalmente quando elas acontecem em ambientes colaborativos, que proporcionam interações e relacionamentos entre as pessoas.

Ambientes colaborativos estimulam a criatividade, o bem-estar e o clima organizacional criativo e inovador. Não há inovação sem as pessoas e os seus conhecimentos tácitos. Quanto mais o conhecimento é partilhado, mais valor ele tem, seja pelas experiências ou pelas lições aprendidas e transferidas para outras pessoas, de forma a gerar o conhecimento explícito.

O processo de mudança exige envolvimento individual e coletivo, com mentes e corações abertos para novas possibilidades, para a construção de objetivos comuns, até a chegada de um novo estado das coisas. É fundamental criar momentos para troca de ideias e discussões, no formato Café SEBRAE de Negócios, para estimular a colaboração de cada participante, a experimentação e o aprendizado coletivo e contínuo, entre empreendedores e a organização.

A humanização dos negócios coloca as pessoas no centro das estratégias, tratando colaboradores, clientes e parceiros como seres humanos integrais, com necessidades emocionais e sociais. Um dos caminhos para a humanização dos negócios são as práticas ESG – Ambiental, Social e Governança, que promovem a sustentabilidade, promovem a diversidade e o bem-estar das pessoas, proporcionam melhorias contínuas na empresa.

O maior benefício de uma empresa conduzida por ideias é tornar-se eficiente e inovadora. Quando a organização aproveita as ideias dos funcionários, aumenta a produtividade da empresa e melhora o clima organizacional.

São várias as ferramentas de gestão inovadora, ofertadas pelo SEBRAE que se adequam ao contexto das micro e pequenas empresas, focadas em aumentar a produtividade, competitividade e digitalização. Essas ferramentas visam otimizar processos, validar modelos de negócio e integrar novas tecnologias, a saber: Ferramentas de Estruturação e Modelagem de Negócios; Ferramentas e Programas de Inovação Prática; Ferramentas Digitais e Tecnológicas; Conteúdos e Estudos (www.sebrae.com.br).

Os avanços tecnológicos no cenário atual, provocam mudanças na forma como os profissionais se relacionam com as empresas, enquanto as lideranças, cada vez mais, buscam a cultura da colaboração coletiva, para se manter no mercado. As empresas inovadoras sabem atrair e reter talentos, que têm conhecimento, habilidade e atitude para saber fazer acontecer. Elas criam equipes qualificadas e motivadas para impulsionar a inovação contínua.

Cabe ao líder dar ferramentas adequadas para que seus liderados, possam sempre entregar o melhor de si, ao tornar o processo de inovação mais flexível. O autoconhecimento é uma estratégia da liderança para exercer a empatia sobre seus liderados. Portanto, a gestão da inovação é a capacidade de enxergar o erro como um aprendizado, em busca de um objetivo maior. É entregar o seu melhor e ser a sua melhor versão.

Regina Amorim

Foto: Linkedin

Sobre Regina Amorim 

É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.

Fonte: Regina Amorim