Páscoa 2026 deve movimentar R$ 3,57 bilhões e bater recorde no varejo
Alta na demanda impulsiona vendas, mas preços mais elevados exigem atenção dos consumidores
3 de abril de 2026
A Páscoa de 2026 chega com projeções animadoras para o varejo brasileiro. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta um volume total de vendas da ordem de R$3,57 bilhões, o maior patamar registrado desde o início da série histórica da entidade, em 2005. Já o levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, cerca de 106,8 milhões de consumidores devem ir às compras para a data, crescimento equivalente a 4,2 milhões de pessoas a mais em relação ao ano anterior.
O aquecimento da demanda, segundo a CNC, está sustentado pelo dinamismo do mercado de trabalho e pela melhora das condições de consumo nos últimos anos. Já de acordo com a CNDL e o SPC Brasil, o gasto médio do consumidor deve alcançar R$253,00, com a compra média de cinco itens por pessoa. Ainda conforme o levantamento, os ovos de chocolate industrializados lideram as intenções de compra, com 56% de preferência, mas o segmento artesanal e caseiro avança como alternativa relevante para 40% dos consumidores, atraídos principalmente pela qualidade superior e pelo desejo de personalização.
A Páscoa de 2026, no entanto, traz um dado que merece atenção especial: o encarecimento dos produtos. Conforme análise da CNC, a alta internacional do cacau elevou os preços do chocolate em até 37% nos produtos importados e cerca de 14,9% nos rótulos nacionais. A cesta típica de bens e serviços da data deve registrar reajuste médio de 6,2%, ficando acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo, segundo a CNC.
No âmbito local, uma pesquisa do Procon-PB, realizada em nove estabelecimentos da Grande João Pessoa nos dias 16 e 17 de março, identificou variações de até 77,90% no preço de um mesmo ovo de páscoa entre diferentes lojas da capital paraibana, o que representa uma diferença nominal de R$ 74,00 para o consumidor.
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Paraíba, o momento exige equilíbrio entre o desejo de celebrar e a responsabilidade financeira. “A Páscoa representa uma data importante para o comércio paraibano, e os números nacionais confirmam que o setor está em trajetória de crescimento. Ao mesmo tempo, orientamos o consumidor a pesquisar preços, priorizar o pagamento à vista e não comprometer o orçamento familiar com compras impulsivas”, destaca a entidade.
Segundo a CNDL e o SPC Brasil, as lojas físicas seguem como principal canal de compras, com preferência de 95% dos consumidores, sendo os supermercados o destino mais frequente, citados por 62% dos entrevistados. O PIX já é a forma de pagamento mais utilizada, presente em 56% das transações previstas, com predominância do pagamento à vista em 77% dos casos. A semana da Páscoa deve concentrar 45% das compras, segundo o mesmo levantamento, criando uma janela de última hora que demanda atenção tanto de consumidores quanto dos lojistas.
Fonte: Fecomercio-PB