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self storage
Foto: Divulgação

Self storage ganha espaço na Grande João Pessoa como parte da infraestrutura urbana

Moradias menores, crescimento do e-commerce e novas dinâmicas de consumo impulsionam a demanda por armazenagem flexível nas cidades

23 de março de 2026

A Grande João Pessoa passa por processo acelerado de transformação e isso impacta como as pessoas vivem, consomem e utilizam os espaços urbanos. Com apartamentos mais compactos, adensamento populacional e a expansão do comércio eletrônico, cresce também a demanda por soluções flexíveis de armazenamento. Dessa forma, o modelo conhecido como self storage deixa de ser visto apenas como um serviço de nicho e passa a ser compreendido como parte da infraestrutura urbana das cidades.

O sistema consiste na locação de boxes individuais de armazenamento, com áreas que podem variar de poucos metros quadrados até espaços maiores, utilizados tanto por pessoas físicas quanto por empresas. Nos espaços, é possível guardar desde mobiliário e objetos pessoais até estoques de pequenos negócios, arquivos corporativos ou produtos destinados ao comércio eletrônico.

Dados da Associação Brasileira de Self Storage (Asbrass) apontam que o mercado cresceu 49,5% nos últimos quatro anos, enquanto o número de operações aumentou 37,7% no mesmo período. “Hoje as pessoas precisam de soluções flexíveis e seguras para lidar com a redução do tamanho dos imóveis, com a mobilidade urbana e com novos formatos de consumo. O self storage deixou de ser um produto de nicho para se tornar parte da infraestrutura das cidades”, explica Francisco Leocádio Freitas, sócio e cofundador da CABE MAIS, empreendimento que opera em João Pessoa oferecendo espaços modulares de armazenagem.

Logística urbana e crescimento do e-commerce

Outro fator que impulsiona o setor é a expansão do comércio eletrônico. Com a necessidade de entregas cada vez mais rápidas e eficientes, muitas empresas passaram a utilizar unidades de armazenagem urbana como pequenos centros de distribuição próximos dos consumidores.

Os espaços de self storage também começam a desempenhar papel importante na chamada logística de última milha — etapa final do processo de entrega, quando o produto sai do estoque e chega ao consumidor.

“Estamos diante de uma mudança importante na forma como as cidades lidam com o espaço. O armazenamento urbano passa a ser uma solução complementar à moradia compacta e à nova dinâmica econômica das cidades”, avalia Daniel Freitas, sócio e cofundador da CABE MAIS.

A tendência, segundo especialistas do setor, é que o self storage deixe de ser visto como um negócio isolado e passe a ser mais integrado como equipamento urbano estratégico, contribuindo para cidades mais organizadas, eficientes e adaptadas.

Fonte: Assessoria