Mercado global de tratamento de melasma deve crescer até 2030 e impulsiona setor estético
Alta incidência da condição e busca por soluções personalizadas ampliam demanda por tecnologias e procedimentos dermatológicos
18 de março de 2026
Segundo dados atualizados da Data Bridge Market Research, o mercado global do tratamento de “melasma” deve movimentar US$ 4,8 milhões até o ano de 2030. A condição que afeta principalmente a área do rosto, com o aparecimento de manchas escuras, já atinge aproximadamente 1% da população mundial, segundo publicação da National Library of Medicine (NLM).
A hiperpigmentação da pele após a exposição à luz, principalmente em mulheres férteis, segundo o artigo “Unraveling Melasma: From Epidermal Pigmentation to Microenvironmental Dysregulation”, da NLM, ainda apresenta desafios quando o assunto é tratamento. Apesar das dificuldades terapêuticas, o setor vem crescendo, e a expectativa é que o mercado global de tratamentos para melasma expanda a uma taxa anual de até 6,8%, ainda de acordo com a Data Bridge.
A procura por tratamentos inovadores e alternativas eficazes contra manchas, pela alta exposição solar no Brasil, encontrou mais de um terço das mulheres (35%) convivendo com o diagnóstico do ‘melasma’, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Diante deste cenário, opções de tratamentos a laser ou peeling químicos têm sido as ‘queridinhas’ dos consultórios.
Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, os avanços no tratamento do melasma exigem uma abordagem ainda mais estratégica e individualizada. “O melasma é uma condição multifatorial, que envolve não apenas a produção excessiva de melanina, mas também processos inflamatórios, estímulos hormonais e exposição crônica à luz visível e ultravioleta. Por isso, não existe solução única. Hoje, combinamos tecnologias como lasers de baixa fluência, peelings químicos e protocolos despigmentantes para atuar em diferentes camadas da pele, sempre com muito controle para evitar efeito rebote”, explica.
Entre as alternativas que têm ganhado espaço nos consultórios, Guarçoni destaca o peeling Melan: protocolo despigmentante indicado para o controle de manchas e a recuperação da uniformidade da pele. O tratamento atua na regulação da produção de melanina e na renovação celular, ajudando a reduzir as áreas hiperpigmentadas. Para o Dr. Octávio Guarçoni, a técnica pode ser aplicada de forma personalizada, considerando fatores como fototipo, histórico clínico do paciente e profundidade das manchas.
O especialista reforça ainda que o “controle do melasma” não depende apenas do procedimento realizado em consultório, mas também da disciplina do paciente no cuidado diário com a pele. “O peeling é uma ferramenta importante para reduzir a pigmentação e estimular a renovação celular, mas a manutenção em casa é essencial. Isso inclui seguir o protocolo prescrito, evitar exposição solar direta e manter acompanhamento dermatológico periódico. Quando há essa combinação entre tratamento adequado e cuidados contínuos, conseguimos manter a pele mais uniforme e estável ao longo do tempo”, conclui.
Fonte: Assessoria