Semana Nacional do Cérebro: Estudo da USP comprova ganhos da estimulação cognitiva na memória de idosos
Pesquisa com 207 participantes do método Supera mostrou melhora de 45% na memória e redução de 60% nas queixas cognitivas
17 de março de 2026
Estamos na Semana Nacional do Cérebro, cujo tema é “Cérebro Campeão”, iniciativa da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). O momento reflete o estudo recente, divulgado no último dia 11, que comprova que a estimulação cognitiva analisada traz ganhos mensuráveis para idosos, principalmente em relação à memória. O ensaio clínico, realizado pela Universidade de São Paulo (USP), acompanhou 207 participantes do método Supera, ao longo de 24 meses. Em João Pessoa, quem utiliza o método destaca as mudanças de comportamento e benefícios para a vida.
O artigo científico foi publicado na revista International Psychogeriatrics e demonstra que o método de estimulação cognitiva analisado está diretamente associado a esses resultados. O método é desenvolvido pelo Supera, franquia de estimulação cognitiva com mais de 250 unidades em operação por todo o Brasil, a exemplo de João Pessoa. O ensaio clínico randomizado, controlado e cego, considerado padrão-ouro em pesquisas de intervenções em saúde, acompanhou os participantes com avaliações aos 6, 12, 18 e 24 meses.
Entre as principais constatações estão: a redução de 60% nas queixas cognitivas, melhora de aproximadamente 45% na memória ao longo de um ano (considerando o conjunto de funções executivas e cognição geral) e redução de 29% dos sintomas depressivos. “Sem dúvida, podemos afirmar que esses dados são representativos e evidenciam que as pessoas que participam das atividades apresentam vantagens significativas para sua vida como um todo”, afirma a gerontóloga Thais Bento, autora principal do estudo e pesquisadora da USP.
Esse é o primeiro ensaio clínico randomizado de longa duração de um programa de estimulação cognitiva realizado no país com idosos cognitivamente saudáveis. O estudo preenche uma lacuna científica nacional e reforça a estimulação cognitiva como estratégia não farmacológica para o envelhecimento saudável, com impactos positivos em planejamento, organização, tomada de decisões e fluidez na comunicação.
João Pessoa
“Quando comecei no método tinha uma visão diferente do que se tratava. Tudo o que fui fazendo me fez adquirir muitos benefícios, como por exemplo: foco, atenção, companheirismo, memória aguçada… Gosto de todas as atividades que faço, principalmente ábaco, jogos, sudoku, hashi e hitori”, declarou Raquel Arcanjo, aluna do Supera na capital paraibana. A educadora Fabiola Ferreira ressaltou que ver o respaldo científico da USP motiva, ainda mais, as aulas. “Nossos alunos relatam diariamente ganhos em foco, memória, atenção e autoestima. Agora, com a comprovação de melhora de até 45% na memória e redução nas queixas cognitivas, fica ainda mais claro como o método transforma o comportamento e traz qualidade de vida real”, destacou.
Fonte: Assessoria