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Foto: Divulgação

Futuro da construção civil precisa de mais mulheres, aponta MRV; presença feminina cresce no setor

Para a MRV, a modernização do setor passa pela inclusão feminina, para construir uma empresa mais diversa, competitiva e preparada para novos desafios

6 de março de 2026

A construção civil brasileira vive um momento decisivo e o futuro do setor precisa de uma nova postura em relação ao espaço ocupado pelas mulheres nos postos de trabalho. Embora esse ainda seja um setor dominado por homens, pesquisas demonstram que a força de trabalho feminina está aumentando.

Segundo o Painel da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023, o número de mulheres com carteira assinada na construção civil cresceu 184% desde 2006. Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de 2024 mostra que, das 110.921 vagas formais criadas no setor no último ano, 20,2% foram preenchidas por mulheres.

Além de serem reconhecidas nos canteiros de obras por serem cuidadosas, perfeccionistas e muito responsáveis, elas também se destacam pelo perfil de melhor comunicação e interação com outros profissionais.

Jacylene Araujo, auxiliar de engenharia na construtora, é um exemplo de profissional que foi em busca de desafios na carreira. “Iniciei na MRV em 2014 e fui abraçando cada oportunidade, aprendendo cada dia com as mudanças e buscando muito conhecimento técnico que conquistei meu espaço. Hoje olho para minha trajetória e vejo o quanto evolui profissionalmente dentro da empresa e o quanto ainda tenho a evoluir”, explica.

Ela também destaca que obteve total apoio no trabalho quando engravidou do primeiro filho e isso contribuiu para viver a gestação de maneira mais leve e tranquila.

A MRV tem ampliado a presença feminina em áreas estratégicas como engenharia, gestão e liderança operacional, além de fortalecer a participação de mulheres nos canteiros de obras. O movimento acompanha uma tendência de revisão de práticas corporativas, mas também responde a uma convicção interna. Afinal, a diversidade produz resultados melhores.

O gestor de obras, Diogo Campos, reforça que a mudança não é restrita apenas ao ato de contratar mais mulheres, o desafio está em criar condições que realmente permitam que elas permaneçam no trabalho. Por isso, a MRV investe em programas de capacitação, formação técnica e desenvolvimento de lideranças femininas, estruturando uma política contínua de inclusão.

“A estratégia é ir além do discurso e consolidar uma cultura organizacional capaz de sustentar a transformação no longo prazo. O caminho para a modernização do setor passa pela inclusão, para construir uma empresa mais diversa, competitiva e preparada para os novos desafios”, ressalta Campos.

Fonte: Assessoria