Economia Criativa: o caminho para inovar, regenerar e construir futuros sustentáveis
Regina Amorim defende que imaginação, diversidade cultural e economia circular são pilares para uma sociedade mais inclusiva e criativa
2 de março de 2026
A criatividade é construída sobre uma base de aceitação, de engajamento e de autenticidade. Grandes ideias são geradas quando a mente está bem relaxada, capaz de fazer conexões entre sentimentos, experiências, ideias e inspiração, sem medo do que os outros vão pensar ou falar. A adrenalina também pode ser um gatilho da criatividade. O silencio permite que as pessoas prestem atenção a emoções e sentimentos, sem medo do significado deles. É a possibilidade de criar soluções mais autênticas, específicas e criativas.
A sua imaginação é a porta de entrada para o futuro. Para ser criativo é preciso ter mente aberta para o futuro, ser capaz de compreender a condição humana e o aprender a viver. As expectativas para o futuro, com relação à educação, assistência à saúde e oportunidades de empregos, estão muito acima da realidade que a sociedade dispõe no presente.
Defender os direitos da natureza significa o desenvolvimento sustentável do planeta. A preservação da biodiversidade é um importante objetivo a ser priorizado, pois envolve toda a variedade de formas de vida disponíveis na Terra, como plantas, aves, mamíferos, insetos, microrganismos e outros.
A cultura também deve ser considerada como fator fundamental da sustentabilidade. O sentido simbólico da diversidade cultural enriquece o patrimônio cultural da humanidade, por meio da criação artística e das expressões culturais, que começam a ser consideradas, cada vez mais importantes para as relações internacionais.
O empreendedorismo cultural e criativo revela que experiências inovadoras sejam percebidas como possibilidades de novos caminhos e de outras dinâmicas culturais, ambientais, econômicas, sociais e políticas. Não podemos perder nossas referências e sermos expectadores inertes de nossa própria existência. Visão e liderança são indispensáveis para as futuras oportunidades.
Tornar a tecnologia disponível de forma mais democrática é coordenar políticas públicas que ofereçam os serviços e o acesso on-line gratuito, sustentável e ágil. Uma missão para o futuro é dar ênfase na capacidade de aprender, mudar, ser ágil e adaptar-se a ambientes complexos. O aprendizado na prática é a capacidade de compreender o mundo ao seu redor.
É tempo de priorizar o potencial regenerativo da economia, ou seja, sua capacidade de recuperar as fontes de criação, através da economia circular, que além de minimizar o desperdício, fomenta novas atividade colaborativas entre organizações e indivíduos. A produção e o consumo na economia circular, elimina a extração e a utilização de materiais, além de reduzir a dependência de recursos naturais.
Reimaginar o futuro juntamente com outros é unir esforços e compromisso para construir uma economia mais inclusiva, sustentável e criativa, através de projetos colaborativos entre agentes públicos e privados, com foco na equidade social, assistência médica de qualidade, envelhecimento saudável, mobilidade urbana sustentável e acesso digital para todos.
Quando não acreditar mais em nada, não desista. Reinvente-se, mas seja claro a seus próprios valores, pois eles são únicos e tudo que você tem. Priorize mais as ideias e os novos caminhos, sempre pensando e trocando soluções criativas com outras pessoas. Exercite a habilidade de ser tão fascinante para outros como você é para si mesmo. Alimente o seu pensamento criativo, acreditando na sua capacidade de ampliar relacionamentos e conhecimentos. Pessoas que gostam de si mesmas são mais felizes e alcançam os resultados desejados mais rapidamente. Misture sonhos com realidade para criar seu próprio futuro, sem esperar por ninguém, porque só você pode quebrar as suas próprias regras. O entusiasmo funciona como adrenalina que alimenta as decisões, e a intuição dos criativos.
Pessoas criativas não descartam possibilidades. Elas são mais determinadas a explorar situações opostas e independentes, sobre o que pensam e o querem ser. Geralmente prosperam quando se permitem olhar além dos limites, para pensar diferente sobre as coisas, a partir de pontos de vista inusitados. Para pensar e criar futuros é essencial sermos criativos com propósito e autores da nossa própria narrativa.

Foto: Linkedin
Sobre Regina Amorim
É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.
Fonte: Regina Amorim