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inteligência artificial
Foto: Divulgação

Menos de 1% das empresas brasileiras estão prontas para usar inteligência artificial

Discurso de inovação avança, mas falhas em dados, atribuição e integração impedem aplicação real da tecnologia nos negócios

18 de fevereiro de 2026

Apesar da rápida popularização da inteligência artificial no discurso corporativo, menos de 1% das empresas brasileiras estão, de fato, preparadas para utilizar a tecnologia de forma eficiente e gerar impacto real nos resultados. A avaliação é da TEC4U, empresa especializada em dados, inteligência artificial e performance digital, com base em análises recorrentes de maturidade operacional em organizações de médio e grande porte.
Nos últimos anos, a IA passou a ocupar espaço central nas estratégias de marketing, vendas e experiência do cliente. No entanto, na prática, a maioria das empresas ainda enfrenta limitações estruturais básicas que inviabilizam o uso consistente da tecnologia.
“Existe uma distância enorme entre falar de IA e conseguir aplicá-la no dia a dia. A maioria das empresas não confia nos próprios dados, não consegue atribuir vendas corretamente e tem dificuldade até para entender a jornada do cliente”, afirma Rodrigo Soares, CFO da TEC4U.
Segundo o executivo, problemas como bases de dados fragmentadas, métricas conflitantes e falta de integração entre sistemas comprometem análises fundamentais, como cálculo de LTV, CAC e desempenho real dos canais de aquisição. Sem essa clareza, modelos de inteligência artificial perdem previsibilidade e passam a gerar decisões pouco confiáveis.
Na prática, isso se traduz em automações ineficientes, recomendações imprecisas e investimentos mal direcionados. “A IA depende de contexto e consistência. Quando os dados não conversam entre si, a tecnologia apenas automatiza suposições”, explica Rodrigo Soares.
Outro obstáculo recorrente é a ausência de governança da informação. Muitas empresas não possuem definição clara de fonte de verdade, critérios de qualidade dos dados ou responsáveis pelas métricas estratégicas. Esse cenário amplia o risco de erros e reduz a confiança interna nos outputs gerados por sistemas inteligentes.
Para a TEC4U, estar pronto para usar IA não significa apenas contratar ferramentas ou implementar modelos avançados, mas estruturar dados, integrar áreas e estabelecer regras de negócio claras. “Antes de perguntar como usar inteligência artificial, as empresas precisam responder se conseguem medir corretamente suas próprias operações”, reforça o CFO.
A avaliação da empresa é que a maturidade em dados continua sendo o principal gargalo para a adoção real de IA no Brasil. Enquanto o discurso de inovação avança rapidamente, a base operacional evolui em ritmo muito mais lento.
“Empresas que ignoram essa etapa tendem a se frustrar com a tecnologia. Já aquelas que investem primeiro em dados, integração e governança conseguem usar a IA de forma gradual, previsível e com impacto concreto nos resultados”, conclui Rodrigo Soares.

Fonte: Assessoria