ABDrone alerta para risco à população após uso de drone para transporte de pessoa no Carnaval
Entidade afirma que operação com drone na comissão de frente da Portela representa risco desnecessário ao público e reforça necessidade de cumprimento das normas da ANAC e do DECEA
18 de fevereiro de 2026
A Associação Brasileira das Empresas de Drone (ABDrone) reconhece a grandiosidade cultural e a força criativa do Carnaval brasileiro, um dos maiores espetáculos do mundo e símbolo da inovação artística nacional. Ao mesmo tempo, a entidade reforça que o uso de aeronaves não tripuladas em eventos de grande porte deve, obrigatoriamente, respeitar as normas de segurança operacional e a regulamentação da aviação civil brasileira.
O episódio envolvendo o uso de drone para transporte de pessoa durante o desfile de Carnaval reacendeu um debate relevante sobre os limites entre inovação tecnológica e segurança pública. Para a ABDrone, criatividade e tecnologia são aliadas fundamentais do entretenimento e da economia criativa, mas precisam caminhar sempre com planejamento técnico, responsabilidade e autorização dos órgãos competentes.
A ABDrone destaca que o voo de drone realizado na comissão de frente da Portela representa um risco completamente desnecessário à população e vai totalmente contra as normas de segurança estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
O setor de drones no Brasil é regulamentado por normas específicas da ANAC, que estabelecem critérios claros para operação, distanciamento de público, avaliação de risco e, sobretudo, a proibição do transporte de pessoas por aeronaves não certificadas para esse fim. O cumprimento dessas diretrizes é essencial para garantir a integridade do público, dos operadores e do próprio desenvolvimento sustentável do mercado.
A ABDrone destaca ainda que o Brasil possui um dos ecossistemas de drones mais promissores do mundo, com aplicações que vão da segurança pública ao agronegócio, da indústria audiovisual à logística. Para que o setor continue avançando com credibilidade e confiança, é fundamental que operações em ambientes complexos, como grandes eventos, sejam conduzidas em conformidade com as normas vigentes e com diálogo prévio entre organizadores, operadores e autoridades.
A associação se coloca à disposição da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), de todas as agremiações e, em especial, da Portela, para que nas próximas ocasiões todos os envolvidos na festa possam atuar de forma segura para seus integrantes e para o público presente. O objetivo é contribuir tecnicamente para que a inovação continue presente no espetáculo, porém dentro dos padrões exigidos de segurança aérea e responsabilidade operacional.
A entidade permanece em diálogo com autoridades regulatórias e organizadores de eventos para contribuir com boas práticas, protocolos de segurança e construção de um ambiente cada vez mais profissional, ético e seguro para a operação de drones no país.
“Somos absolutamente favoráveis à inovação e à criatividade que fazem do Carnaval brasileiro um espetáculo único no mundo. No entanto, quando falamos de aeronaves e de público, a segurança precisa ser o ponto de partida. O uso de drones deve sempre respeitar a regulamentação da aviação civil e os protocolos técnicos. A tecnologia pode — e deve — caminhar junto com a arte, desde que haja planejamento, responsabilidade e autorização dos órgãos competentes. Nosso compromisso é colaborar para que o setor de drones cresça de forma segura, ética e profissional no Brasil.” Pedro Curcio Jr., Presidente da ABDrone – Associação Brasileira das Empresas de Drone.
Fonte: Assessoria