Mulheres já representam mais de 40% dos empreendedores do varejo de proximidade no Brasil
Pesquisa da InHouse Market com mais de 1.800 lojas autônomas mostra crescimento da presença feminina, impulsionado por flexibilidade e conciliação com a maternidade
4 de fevereiro de 2026
A presença feminina no empreendedorismo brasileiro segue em expansão, e o varejo de proximidade tem se destacado como um dos principais vetores desse avanço. Um levantamento interno da InHouse Market, rede líder em mercados autônomos 24h no Brasil, revela que mais de 40% de seus licenciados são mulheres. Atualmente, a empresa soma mais de 1.800 lojas inauguradas em 323 cidades do país.
O dado acompanha uma tendência nacional. Em 2024, de acordo com o Relatório Técnico de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, as mulheres representaram 34% dos empreendedores do país, com destaque para a crescente participação feminina em setores como tecnologia, serviços e comércio digital
Já o Relatório GEM 2024 – Global Entrepreneurship Monitor aponta que o Brasil está entre os países com maior taxa de empreendedorismo feminino no mundo, impulsionado principalmente pela busca por autonomia financeira e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Dentro do varejo de proximidade, esse perfil se torna ainda mais evidente. De acordo com a InHouse Market, a maior parte das mulheres licenciadas está concentrada na região Sudeste, tem entre 35 e 44 anos, é mãe e vê no licenciamento de mercados autônomos uma oportunidade de renda extra ou principal, aliada à flexibilidade de jornada e à possibilidade de acompanhar mais de perto a rotina familiar.
“Os mercados autônomos criaram uma porta de entrada muito concreta para o empreendedorismo feminino. É um modelo que reduz barreiras, permite começar com mais segurança e oferece flexibilidade real de gestão”, explica Leonardo de Ana, engenheiro de computação pela Unicamp e cofundador da InHouse Market. “Isso faz diferença especialmente para mulheres que precisam equilibrar carreira, maternidade e geração de renda.”
Um exemplo desse movimento é o de Elisangela da Silva Simões, 46 anos, licenciada da InHouse Market em Aparecida de Goiânia (GO). Mãe e empreendedora, ela conheceu o modelo de mercados autônomos pelas redes sociais no mesmo período em que teve seu filho e decidiu não retornar ao mercado de trabalho tradicional.
Hoje, Elisangela administra três minimercados autônomos, conciliando a rotina familiar com a operação do negócio, que gera uma receita bruta média mensal de R$ 50 mil e soma cerca de 5.500 produtos vendidos por mês.
Para Leonardo, histórias como a de Elisangela se repetem em diferentes regiões do país. “As mulheres costumam ter uma visão muito estratégica da operação, com atenção ao mix de produtos, organização financeira e relacionamento com os moradores. Isso impacta diretamente o desempenho das lojas”, afirma.
Além da flexibilidade operacional, o levantamento mostra que, para muitas mulheres, o modelo de mercados autônomos representa o primeiro negócio próprio. A experiência inicial funciona como porta de entrada para o empreendedorismo, com parte dessas empreendedoras avançando posteriormente para a abertura de novas unidades. “Esse movimento consolida o varejo de proximidade como um dos vetores de expansão do empreendedorismo feminino no Brasil”, afirma Leonardo.
Fonte: Assessoria