Título: Fundos Imobiliários atraem 2,9 milhões de investidores e movimentam R$ 3 bi
Somente em 2025, o segmento movimentou R$ 3 bilhões e já possui uma base de 2,9 milhões de investidores
26 de janeiro de 2026
Os Fundos de Investimento Imobiliário, conhecidos como FIIs, estão se consolidando como um dos principais instrumentos de liquidez e rendimento do mercado financeiro de capitais. Somente em 2025, o segmento movimentou R$ 3 bilhões e já possui uma base de 2,9 milhões de investidores, de acordo com dados divulgados pela B3, a Bolsa de Valores brasileira.
Os FIIs são veículos de investimento coletivo que reúnem recursos de diversos investidores para aplicação em ativos do mercado imobiliário e podem incluir prédios comerciais, shoppings, galpões logísticos, hospitais, hotéis ou títulos de renda fixa atrelados ao setor. Ao investir em um fundo, o cotista passa a ter direito a uma fração dos rendimentos gerados por esses empreendimentos.
“Com esse tipo de investimento, em vez de comprar um imóvel inteiro, o investidor adquire cotas de um fundo que reúne recursos de várias pessoas para aplicar em empreendimentos ou títulos imobiliários. Esses fundos são então negociados na Bolsa de Valores, assim como ações”, explica Sérgio Guedes, CEO da SIR Investimentos.
Uma das principais características dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos, geralmente mensal, que costuma ser isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas. Esses rendimentos vêm, por exemplo, do aluguel pago pelos inquilinos dos imóveis ou dos juros dos títulos que compõem a carteira do fundo.
De acordo com o especialista da SIR Investimentos, a tendência é de que os FIIs devem continuar se beneficiando em 2026, especialmente considerando a probabilidade de queda da taxa Selic ao longo do ano, a inflação sob controle e a limitação de novos lançamentos.
“Existem diferentes tipos de fundos imobiliários, cada um com perfil de risco e retorno distintos. Os fundos de ‘tijolo’, por exemplo, investem diretamente em imóveis físicos; os fundos de ‘papel’ aplicam em títulos do setor imobiliário; e os fundos híbridos combinam as duas estratégias”, explica Sérgio. “Há ainda FIIs focados em segmentos específicos, como logística, lajes corporativas e shopping centers”, acrescenta.
Segundo o especialista, os fundos imobiliários são uma alternativa interessante para quem busca renda recorrente e diversificação, sem a necessidade de comprar um imóvel diretamente.
“Os fundos costumam ser uma opção mais atrativa do que comprar um imóvel completo porque permitem ao investidor aplicar com valores menores, ter acesso a uma carteira diversificada de imóveis ou ativos e contar com gestão profissional, sem as preocupações operacionais de manutenção, inquilinos ou vacância”, comenta Sérgio. “Como os rendimentos mensais são isentos de imposto de renda para pessoas físicas, há a geração de fluxo de caixa recorrente e maior liquidez, já que as cotas podem ser compradas e vendidas facilmente na bolsa”, diz.
Apesar do cenário positivo e das vantagens dos FIIs, o especialista alerta que é preciso estratégia e cautela ao escolher investir nos Fundos de Investimento Imobiliário.
“Como todo investimento, os FIIs envolvem riscos, incluindo vacância dos imóveis, inadimplência de inquilinos e oscilações no valor das cotas. Por isso, é fundamental analisar a qualidade da gestão, a composição da carteira e o cenário econômico antes de investir, além de contar com um assessoramento especializado ao longo de todo o processo”, finaliza Sérgio Guedes.
Fonte: Assessoria