JP terá primeiro hotel Handwritten Collection do Brasil, com projeto arquitetônico biofílico e vista para o mar
Projeto assinado por Leila Azzouz, primeiro hotel Handwritten Collection do Brasil será construído em João Pessoa pela Construtora Joffer
19 de janeiro de 2026
João Pessoa receberá o NUI Handwritten Collection, primeiro hotel da marca Handwritten Collection no Brasil, integrante do portfólio premium da Accor. Em desenvolvimento na Tambaú, um dos bairros mais conhecidos e turísticos de João Pessoa, o empreendimento nasce a partir de uma proposta arquitetônica que busca estabelecer uma relação direta com o contexto urbano, cultural e ambiental da capital paraibana.
Desenvolvido pela Construtora Joffer e assinado pela arquiteta Leila Azzouz, o projeto parte da compreensão de João Pessoa como uma experiência que vai além do destino turístico. “O ponto de partida foi entender a cidade como uma vivência sensorial. A arquitetura do NUI foi pensada para traduzir o ritmo local, mais leve e conectado à natureza, em espaços que carregam identidade, memória e relação com o lugar”, explica a arquiteta.
O projeto incorpora princípios de arquitetura biofílica, um movimento que prioriza conexões entre ambientes construídos e naturais, o que imprime conforto, iluminação natural, texturas e materiais que remetem ao meio ambiente. “A luz natural guiou a organização dos ambientes, as aberturas e os vazios, sempre com atenção ao conforto térmico. A natureza não aparece como cenário, mas como parte do funcionamento do edifício, por meio da ventilação cruzada, da integração visual com o exterior e do uso de materiais que dialogam com o natural”, detalha a arquiteta.
A implantação e o desenho das fachadas também foram pensados a partir da orientação solar e dos ventos predominantes. As superfícies externas atuam como filtros, permitindo sombra, circulação de ar e vistas qualificadas, sem criar barreiras visuais ou térmicas. A paisagem litorânea é incorporada de forma controlada, valorizando o entorno sem competir com ele. “Utilizamos cores neutras, materiais naturais e texturas suaves para reforçar a atmosfera leve e acolhedora”, completa Leila.
Nos espaços comuns, o projeto propõe ambientes que extrapolam a função operacional do hotel. Lobby, áreas de convivência e restaurante foram desenhados como extensões da vida cotidiana da cidade. “São espaços pensados para estimular encontros e permanência, com escala confortável e fluidez entre os ambientes. A intenção não foi criar cenários, mas lugares de uso real”, afirma Leila.
O rooftop, um dos pontos centrais do projeto, foi tratado como área de pausa e contemplação. O NUI também conta com piscina e vista para o mar, restaurante com curadoria gastronômica, além de áreas pensadas para bem-estar, terapias e experiências sensoriais. A arquitetura busca enquadrar a paisagem e o horizonte por meio de proporções, transparências e materiais que favorecem a conexão com o céu, o mar e a cidade, mantendo uma atmosfera de uso contínuo e não apenas contemplativo. “O projeto mostra que é possível crescer mantendo identidade e relação com o contexto. O legado está em reforçar que arquitetura enraizada no lugar, atenta às pessoas e ao ambiente, gera experiências mais consistentes e duradouras”, ressalta.
Com 70 acomodações, o NUI Handwritten Collection será operado sob o sistema de franquia da Accor, com acesso à plataforma global de distribuição e ao programa de fidelidade ALL. A previsão de inauguração é entre 2028 e 2029. Para mais informações, o perfil é @nui_handwrittencollection e (83) 99303-4230