Do velório presencial ao memorial digital: a tecnologia que transforma a forma de viver o luto
Digitalização, atendimento remoto e memoriais online transformam a experiência das famílias e aproximam gerações em momentos de luto
19 de janeiro de 2026
Em muitos velórios hoje, tornou-se comum familiares acompanharem a despedida de outro país, amigos participarem por vídeo e mensagens de condolências serem enviadas em tempo real. A tecnologia não substitui o abraço, mas permite que ele se expanda para além das distâncias físicas, criando novas formas de presença em momentos de partida.
A transformação digital que atravessa diversos setores da economia também chegou ao mercado funerário. Nos últimos anos, tecnologias voltadas ao atendimento remoto, memorialização digital e suporte emocional online têm redefinido a forma como as famílias se despedem, prestam homenagens e vivenciam o luto.
Segundo estudos do IBGE sobre digitalização dos serviços no Brasil e relatórios internacionais de entidades como a National Funeral Directors Association (NFDA), dos Estados Unidos, o setor funerário vive um processo de modernização acelerada, impulsionado por novos hábitos de consumo, pela mobilidade geográfica das famílias e pela necessidade de soluções mais ágeis e acessíveis. No Brasil, esse movimento também se reflete em grupos que têm apostado em inovação sem abrir mão da humanização, como o Grupo Morada.
“Hoje, não se trata apenas de realizar um velório ou sepultamento, mas de oferecer experiências mais personalizadas, menos burocráticas e que conectem as pessoas, mesmo à distância”, afirma Emerson Matos, diretor executivo do Grupo Morada.
Atendimento digital e acolhimento humano caminham juntos
A incorporação de soluções tecnológicas no setor funerário acompanha uma mudança de comportamento das famílias, que buscam praticidade sem abrir mão do cuidado humano. De acordo com Emerson, a tecnologia passou a atuar como aliada do acolhimento.
“No Morada da Paz, entendemos que tecnologia e sensibilidade não são opostas. Elas se complementam. O digital agiliza processos, reduz deslocamentos e facilita o acesso, enquanto o atendimento humano continua sendo essencial”, explica.
Entre as soluções adotadas pelo grupo estão a Funerária Digital, que permite a contratação de serviços online com assinatura eletrônica; o Velório Virtual, que possibilita a participação remota de familiares; e o Morada da Memória, memorial online onde homenagens, fotos e mensagens podem ser compartilhadas antes, durante e após as cerimônias. Em muitas cerimônias, parentes que moram em outros estados ou países participam ao vivo, enviam mensagens e compartilham lembranças, tornando o momento mais inclusivo e conectado.
Humanização tecnológica na prática
O conceito de “humanização tecnológica” tem ganhado espaço em setores sensíveis, como saúde e cuidados finais. Na prática, ele se traduz no uso da tecnologia para ampliar o cuidado, e não para substituí-lo.
“Uma cerimônia pode ser transmitida online para quem está distante, mas com a presença acolhedora da cerimonialista no local. Um contrato pode ser assinado digitalmente, evitando deslocamentos, sempre com o acompanhamento de um profissional especializado em luto”, detalha Emerson. “Para nós, a tecnologia não é um atalho, é uma extensão do cuidado. Ela chega onde o abraço físico não alcança, mas nunca substitui a presença, a escuta e o olhar atento”, complementa.
Esse modelo híbrido reflete uma tendência já observada em estudos sobre health tech e care tech, apontados por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que destacam o papel da tecnologia na ampliação do acesso ao cuidado emocional e social.
Memória além do momento do funeral
Outro impacto relevante da tecnologia no setor funerário é a transformação da forma de lembrar e homenagear. Os memoriais digitais permitem que a despedida não se restrinja a um único dia ou local físico.
“A tecnologia rompe barreiras de tempo e espaço. Um parente que mora em outro estado ou país pode participar da cerimônia ao vivo, deixar uma mensagem, compartilhar memórias. A homenagem continua depois do funeral, criando um espaço permanente de lembrança”, afirma o diretor do Grupo Morada.
Aproximação entre gerações
Em um contexto em que diferentes gerações vivenciam o luto de formas distintas, o digital atua como ponte. Enquanto os mais jovens têm familiaridade com ferramentas online, os mais velhos se beneficiam da agilidade e da clareza dos processos digitais acompanhados por atendimento humano.
“O importante é oferecer caminhos diversos, respeitando o ritmo e a preferência de cada família. Por isso, mantemos o atendimento presencial estruturado, ao mesmo tempo em que ampliamos as possibilidades digitais”, ressalta Emerson.
Tradição e modernidade em equilíbrio
Mesmo com a modernização, o setor funerário mantém valores essenciais. Para o Grupo Morada, holding responsável pelas marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial – Assistência Funeral e Morada da Paz Pet, inovação não significa romper com a tradição, mas preservá-la com novos recursos.
“Nosso compromisso é conservar o que é essencial – o respeito, o acolhimento, a dignidade da cerimônia – e, ao mesmo tempo, usar a tecnologia para tornar esse momento mais acessível, personalizado e conectado com a realidade atual. Toda inovação que trazemos para o setor precisa responder a uma pergunta simples: isso aumenta o cuidado com as famílias? Se a resposta for sim, faz sentido seguir em frente”, conclui Emerson Matos.
Fonte: Assessoria