logo paraiba total
logo paraiba total
blanc
Foto: Divulgação

Tendência internacional: como o branco se tornou símbolo do quiet luxury na arquitetura

Projeto da GHC Incorporações traduz uma tendência global de design, sofisticação e atemporalidade

12 de janeiro de 2026

Em meio ao excesso de estímulos visuais, à estética maximalista e ao chamado “luxo barulhento”, o branco ressurge como resposta cultural, estética e comportamental na arquitetura contemporânea. Mais do que uma cor, ele representa um movimento de desaceleração visual, silêncio estético e valorização do essencial, uma tendência que vem sendo observada na moda, no design, na arquitetura e no mercado imobiliário de alto padrão.

Embora o anúncio recente da Pantone tenha reforçado esse caminho, o movimento não nasceu agora. Ele apenas validou algo que já vinha sendo praticado por profissionais atentos às transformações do modo de viver e habitar.

Em João Pessoa, esse movimento vem sendo interpretado por projetos como o Artus Blanc, da GHC Incorporações, localizado no Altiplano. O empreendimento se antecipa à tendência ao apostar no branco como elemento central do conceito arquitetônico, traduzindo o quiet luxury em forma, matéria e experiência.

O branco nunca saiu de cena, mas voltou com mais significado

Para o arquiteto Raphael Barbosa, da Ponto3 Arquitetura, equipe que integra o projeto, o branco nunca deixou de ser relevante, mas passou por um período de ressignificação. “O branco nunca saiu de cena. Houve um momento em que ele foi visto como algo frio ou sem identidade, mas hoje ele retorna com uma nova roupagem. Continua sendo um fundo neutro, porém agora carrega personalidade e reflete a essência da casa e de quem a habita”, explica.

Segundo ele, a força atual do branco está diretamente ligada à busca por projetos cada vez mais personalizados. “O branco funciona como uma base versátil, que combina com tudo e permite imprimir identidade aos espaços, sem torná-los impessoais”, completa.

Quiet luxury e a sofisticação do silêncio

O conceito de quiet luxury — ou luxo silencioso — tem ganhado força no Brasil e no exterior, especialmente entre consumidores de alto padrão que valorizam sofisticação sem ostentação. Nesse contexto, o branco assume um papel estratégico.

“O luxo sempre dialogou muito bem com o branco e com as cores neutras. Essa base transmite elegância de forma imediata e positiva. O branco sozinho não sustenta toda a sofisticação, mas exerce um protagonismo essencial”, afirma Raphael.

Ele destaca que, com o crescimento das redes sociais e o acesso ampliado a referências internacionais, essa associação entre branco, neutralidade e alto padrão se tornou ainda mais evidente. “Mas a verdade é que essa relação sempre existiu”, pontua.

Artus Blanc: arquitetura como tela em branco

Para a GHC Incorporações, o uso do branco no Artus Blanc foi uma escolha conceitual e estratégica, feita bem antes mesmo da validação da Pantone. Segundo Anna Karina Crispim, Chief Design Officer da incorporadora, a ideia surgiu do desejo de criar algo realmente novo no Altiplano.“Queríamos um edifício diferente de tudo o que já existia no bairro, com presença marcante, mas ao mesmo tempo leve, limpa e atemporal. Ele permite que cada pessoa construa seu próprio espaço, imprima sua identidade e evolua com o projeto ao longo do tempo. Não impõe uma estética rígida, oferece flexibilidade, clareza e reflete um novo comportamento de morar”, afirma.

Segundo Anna, além do aspecto estético, o branco também comunica valores contemporâneos. “Ele traduz leveza, luz, harmonia e uma relação mais consciente com a cidade e com o entorno. Pensamos em uma construção que se revela de forma elegante, inclusive à noite, destacando-se de maneira harmônica na paisagem do Altiplano”, destaca Anna Karina.

O fato de o branco ganhar ainda mais evidência no cenário global apenas confirma a leitura de tempo feita pela GHC.
“A busca sempre foi por uma arquitetura equilibrada, sofisticada e conectada ao presente, mas preparada para atravessar os próximos anos”, conclui.

Mas mais do que uma tendência passageira, o protagonismo do branco aponta para uma mudança estrutural no modo de projetar e habitar. Em um mundo saturado de informação, o silêncio visual passa a ser um ativo de valor, e projetos como o Artus Blanc mostram que, quando bem executado, o branco não apaga identidades: ele as potencializa.

 

Fonte: Vivass Comunicação