Funjope busca ativamente artistas de comunidades para editais do Aldir Blanc
Fundação Cultural de João Pessoa fará visitas e reuniões para orientar e ampliar acesso de agentes culturais periféricos aos editais da PNAB Ciclo 2 - 2026
8 de janeiro de 2026
A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) vai realizar uma série de visitas a comunidades, fazendo busca ativa por agentes culturais para participar dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ciclo 2 – 2026. Para isso, está buscando parcerias com entidades como a Central Única das Favelas (Cufa), associações comunitárias, projetos e organizações sociais para elaborar um calendário de reuniões.
“Há cerca de três anos, realizamos esse trabalho de busca ativa, diálogos e consultas junto às comunidades de João Pessoa no sentido de gerar uma maior tradução, um maior entendimento dos nossos editais. Agora, dentro da PNAB, nós também realizaremos esse trabalho, desenvolvido pelo Escritório de Ideias, que nós criamos em 2021 no sentido de fortalecer as consultas e as conversas com grupos, coletivos de artistas, ONGs, associações e artistas individualizados nas suas próprias comunidades”, avalia o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele lembra que, a partir desse trabalho, a Funjope sempre tem reunido muitos grupos de artistas e isso tem dado uma qualificação maior para os editais, inclusive com artistas da periferia, pretos e pretas, que sempre se inscrevem em maior número nos editais em função desse trabalho de visitas, de orientações e de traduções dos editais. “Nossos editais são, às vezes, fechados em uma linguagem muito jurídica e as pessoas não têm o entendimento claro e preciso sobre eles. Então, nós vamos até as comunidades”, ressalta Marcus Alves.
Nesses encontros, técnicos da Fundação levam informações sobre como acessar os recursos da Política Nacional Aldir Blanc e como se inscrever nos editais. A ação visa ampliar cada vez mais o acesso dos agentes culturais aos editais, especialmente aqueles que desenvolvem ações culturais em comunidades periféricas, menos assistidas e que nunca tiveram acesso a recursos públicos para desenvolver projetos culturais.
Fonte: Secom JP