Minimercados autônomos lideram aberturas no setor supermercadista, com crescimento de 166%
Modelo que une tecnologia e conveniência 24h conquista condomínios e empresas; InHouse Market já tem mais de 1.800 unidades em 310 cidades
5 de janeiro de 2026
Com praticidade para consumidor e empreendedor, minimercados autônomos representam mais da metade das novas lojas abertas no setor supermercadista no último ano. InHouse registra aumento de unidades em 166% em relação ao ano anterior.
Inaugurado no Brasil em 2019, o setor de minimercados autônomos têm mostrado não só crescimento nacional, mas também consolidação e inovação no setor varejista. De acordo com dados da Associação Paulista de Supermercados (APAS), os mercados dentro de condomínios lideraram o ranking de aberturas do setor supermercadista em São Paulo, representando 53% das novas lojas em 2024.
De um lado, consumidores buscam praticidade, autonomia e acesso 24 horas a produtos do dia a dia. Do outro, empreendedores encontram no modelo uma forma de ingressar no varejo com baixo investimento inicial e operação simplificada, sem a necessidade de funcionários fixos ou grandes estruturas.
Segundo a InHouse Market, líder em mercados autônomos 24h no Brasil, a demanda por novas unidades cresceu 166% em 2024. A empresa já soma mais de 1.800 unidades em funcionamento em 310 cidades brasileiras. “O modelo conquistou espaço porque une conveniência e tecnologia. Ele resolve a dor do consumidor, que quer praticidade, e ao mesmo tempo oferece ao empreendedor uma operação de baixo risco, rápida de implementar e com retorno em menos de um ano”, explica Leonardo de Ana, CEO e cofundador da InHouse Market.
A expansão também ultrapassou os condomínios residenciais, alcançando outros espaços como empresas e academias, que já representam 10% das unidades da InHouse, o dobro em relação ao ano anterior. O tamanho de lojas mais licenciadas varia entre 120 e 160 unidades residenciais, instaladas em condomínios com em média mais de 300 moradores.
Segundo dados internos da InHouse, os picos de consumo acontecem aos finais de semana, com destaque para os domingos e o período após as 18h. Bebidas lideram como setor mais vendido do minimercado. As férias escolares de meio e fim de ano também impulsionam o consumo, marcando os meses de maior faturamento.
“A inhouse opera em todo o Brasil e nosso público empreendedor é majoritariamente do Sudeste, entre 35 e 45 anos, geralmente homens casados que buscam uma segunda fonte de renda ou mais flexibilidade na jornada de trabalho para passar mais tempo com a família”, comenta Leonardo. “A operação oferece essa liberdade porque é um negócio escalável e você consegue escolher os dias e horários da reposição e o restante é tudo gerido de forma online e remota”.
Entre as vantagens do modelo, o CEO pontua a renda extra, a autonomia de horário, o baixo investimento inicial e o retorno financeiro em menos de um ano. Além disso, a alta demanda permite que o empreendedor mude de ponto ou venda a operação facilmente, caso queira encerrar ou realocar o negócio.
Já os desafios para o crescimento do setor envolvem o entendimento do conceito por parte de gestores de condomínios e empresas, que ainda confundem o modelo com uma operação comercial tradicional. “O minimercado autônomo não é um comércio comum. É um benefício para o espaço, um diferencial de comodidade sem custo adicional pois pagamos toda a energia dos equipamentos e a instalação e operação é nossa. Quando se tenta transformar esse benefício em fonte de aluguel ou cobrança extra abusiva, a conta não fecha para o operador e o consumidor perde a conveniência”, alerta Leonardo.
Fonte: Assessoria