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Foto: Divulgação

Veterinário orienta sobre atualização das vacinas para imunidade dos pets

Segundo especialista do Hospital Vida, cada animal tem diferentes necessidades imunológicas

11 de março de 2025

O início do ano é o momento ideal para cuidar da saúde dos animais de estimação e garantir que todas as vacinas estejam em dia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), a vacinação regular de pets reduz significativamente a incidência de doenças infecciosas e contribui para a erradicação de enfermidades graves.

Segundo o  veterinário Osmar Couceiro, do Hospital Vida, em João Pessoa, existem diversos tipos de vacinas que os animais precisam tomar para garantir a saúde deles e de seus tutores. Ele explica que existem dois tipos de resposta imunológica que as vacinas podem proporcionar: a imunidade estéril e a imunidade não estéril. “As vacinas que conferem imunidade estéril impedem completamente que o animal contraia a doença. Ou seja, uma vez vacinado, ele está protegido e não corre o risco de ser infectado. Já as vacinas que conferem imunidade não estéril funcionam de maneira diferente. Elas reduzem a gravidade da doença, mas não impedem que o animal se infecte”, detalha o veterinário.
Osmar lembra que cães e gatos têm necessidades imunológicas diferentes – e os tutores devem ficar atentos nesta distinção. “Algumas doenças são específicas para cada espécie, e as vacinas devem ser administradas de acordo com o protocolo veterinário recomendado para cada animal”, explica.
Para cães, a V8 ou V10 protege contra cinomose, parvovirose, leptospirose, hepatite infecciosa canina e outras doenças. Deve ser aplicada a partir de 45 dias de vida, com reforços anuais. Já a antirrábica previne a raiva e deve ser aplicada a partir dos 3 meses de idade, com reforço anual. A da gripe canina protege contra a traqueobronquite infecciosa e pode ser aplicada anualmente. A vacina que combate a leishmaniose é recomendada em áreas de risco, com reforço anual.
No caso dos gatos, é recomendada  a V3, V4 ou V5, que protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina e deve  ser aplicada a partir de 45 dias, com reforços anuais.
A antirrábica também deve ser aplicada a partir dos 3 meses, com reforço anual. Os gatos também precisam ser protegidos contra a
Leucemia Felina (FeLV), recomendada para gatos que têm contato com outros animais, com reforço anual. Além disso, gatos podem precisar de vacinas extras, como a FeLV, dependendo do ambiente em que vivem.

A importância da vacinação

Um exemplo notável é a raiva, uma doença viral grave que afeta cães, gatos e humanos. Embora a raiva seja quase sempre fatal, Osmar relembra que em 2008, médicos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, conseguiram.pela primeira vez no Brasil, curar um paciente infectado. “O adolescente de 15 anos foi tratado com um protocolo específico que envolveu o uso de antivirais e sedativos, resultando em sua recuperação. Mas mesmo assim ficou com muitas sequelas da doença”, conta.
Em 2024, o Ministério da Saúde planejou imunizar 28 milhões de cães e gatos em todas as unidades da Federação, visando eliminar a raiva mediada por cães e proteger tanto a população humana quanto os animais de estimação. Esses dados ressaltam a importância contínua das campanhas de vacinação e da conscientização dos tutores para garantir a saúde dos animais e prevenir a transmissão de doenças para os humanos.
Fonte: Vivass Comunicação