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Foto: O Boticário e Bubbaloo: a novidade estará disponível em edição limitada em todas as lojas físicas e no e-commerce da marca (O Boticário/Divulgação)

Ganha-ganha no varejo: collabs desempenham papel importante no universo das marcas

Mixagem de produtos faz com que todos saiam ganhando, especialmente o cliente

8 de julho de 2024

Boticário e Bubbaloo. Herbíssimo e Mentos. Approve e Heinz. O que essas empresas têm em comum? Além do sucesso, a parceria. Essas empresas – e muitas outras ao redor do mundo – apostam nas collabs como tendência de marketing. Assim, unem seus propósitos na criação de novos produtos, atraindo a atenção de diferentes universos e dando maior visibilidade aos seus lançamentos. Trata-se do bom e velho ‘ganha-ganha’, que pode ser aplicado aos mais diversos segmentos da indústria, da moda e da gastronomia.

E isso vale para qualquer tamanho de empreendimento, salientam os especialistas Miriã Plens, CMO do Grupo IRRAH, e João Ricardo, CEO da All Hands Educação, empresa parceira da IRRAH. Com expertise no segmento de moda e varejo, associando a ambos tecnologia para impulsionar pequenos e médios negócios, eles destacam que collabs podem ser feitas também agregando empresas ou nomes reconhecidos da cidade ou região onde o negócio está localizado. O importante, reforçam, é que exista um conector entre marcas, propósitos e consumidores. “O produto passa a ser apenas quase um detalhe entre nossas vontades, mas, apesar de o produto ser bonito e interessante, se não tiver essência, não agrega”, comenta Miriã.

A harmonia é um ingrediente essencial para uma colaboração forte. A autenticidade que adiciona valor tanto para os clientes quanto para a história das marcas envolvidas também faz toda a diferença. “Trabalhar de forma colaborativa permite ampliar os campos de atuação da empresa, criando novas narrativas”, acrescenta João. “Queremos alcançar um alto desempenho, com marcas tão excelentes e casos de sucesso”, complementa.

As collabs, termo em inglês para definir parcerias entre marcas, são, de fato, grandes aliadas. As colaborações podem fortalecer a credibilidade e a autoridade das marcas envolvidas, proporcionando uma vantagem bem interessante no mercado. “A ferramenta é muito versátil, criando o desejo de compra no consumidor e permitindo uma novíssima experiência de consumo, algo que tanto este público vem buscando”, comenta Miriã.

Em alguns casos, os produtos que são frutos de uma collab são vendidos por valores maiores e se tornam até mesmo objeto de desejo dos colecionadores. Um caso recente de sucesso de colaboração foi a parceria entre a farmacêutica Cimed e a fabricante de doces Fini. O charmoso hidratante labial Carmed Fini, com fragrâncias das balas da marca, alcançou sua expectativa de vendas traçada para um ano em apenas 20 dias.

Outro campo muito explorado com colaboração é o mundo da moda, onde as collabs apostam em influencers e celebridades para alcançar resultados, também na união com parceiros de alta performance. Entre os cases estão, por exemplo, a colaboração entre Melissa e Vivienne Westwood, ainda em 2018; também da Adidas e M&M’s; Hering e NV; além do desfile da Louis Vuitton na Semana de Moda de Paris do ano passado, cuja coleção esteve sob a batuta do rapper Pharrell Williams.

As parcerias seguem em alta. Uma pesquisa que ouviu, em 2021, alguns executivos do mundo da moda e beleza, por exemplo, apontou que 38% deles pretendiam realizar parcerias naquele ano. O motivo? Atingir novos públicos, ampliar o engajamento e causar o chamado buzz, burburinho, comentários, ou seja, estar na boca do povo. “Afinal, juntos somos mais fortes”, ressalta João.

Fonte: CNDL