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Foto: Divulgação

Economia Criativa: valorização do território e territorialidades na Paraíba

Regina Amorim discute a importância do patrimônio cultural imaterial e sua preservação como legado identitário e econômico

8 de julho de 2024

A economia do desenvolvimento é de grande relevância para valorização do território e das territorialidades. Território é o lugar onde tudo acontece. É fruto das relações de poder delimitado, controlado e governado, que envolve a sociedade e o espaço geográfico. Territorialidades compreende as relações políticas, econômicas, sociais e culturais, que as pessoas estabelecem e como se apropriam e se identificam com determinadas localidades.

No território também estão agentes públicos e privados do desenvolvimento. Sebrae tem sido um dos agentes promotores da interiorização desenvolvimento sustentável na Paraíba, com vários programas e projetos, dentre eles o turismo criativo e colaborativo.

Para atuar com a interiorização do desenvolvimento local e alcançar os resultados desejados é importante conhecer e considerar as estruturas técnicas para o desenvolvimento local, a governança, a política local de desenvolvimento, as lideranças, as oportunidades e desafios de financiamento, as questões sociais, econômicas e ambientais.

O desenvolvimento territorial sustentável tem alcançado um grau de importância cada vez maior diante das grandes mudanças de um mundo globalizado. Como promotor do desenvolvimento, a busca por maior identidade cultural dos produtos e serviços, a coesão de forças e harmonia para solucionar problemas, a inovação da gestão empresarial, as oportunidades de negócios criativos e colaborativos, a geração de riqueza e sustentabilidade, tem sido a melhor forma de atuação nos territórios.

Lembro mais uma vez do quanto a economia criativa e os seus princípios de sustentabilidade, inclusão social, diversidade cultural e inovação são valiosos para fundamentar e dinamizar a interiorização do desenvolvimento na Paraíba e nos demais territórios.

Considerando as grandes mudanças nos cenários mundiais, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, é necessário rever os indicadores de desenvolvimento local e regional, não mais focados em emprego, mas no empreendedorismo e na qualidade de vida, para atender aos hábitos de produção e consumo, com novas possibilidades e desafios.

Desenvolvimento local é um processo endógeno capaz de promover o dinamismo econômico e a melhoria da qualidade de vida da população. Contextualizando, o turismo criativo e colaborativo é um modelo de atividade econômica condizente com o desenvolvimento local sustentável e adequado às novas experiências de consumo.

Fazer diferente e melhor é o grande desafio dos pequenos negócios, que exige metas de produtividade mais ousadas para ser mais competitivo, bem como uma permanente atitude inovadora em gestão, processos, produtos e estratégias de negócios, com sustentabilidade.

A atividade turística é uma das oportunidades de desenvolvimento para as regiões, onde a cultura, as tradições, as paisagens ambientais, são recursos turísticos de elevado valor na sociedade contemporânea.

“A luta contra a dependência não é senão, um aspecto do processo de desenvolvimento e este não existe sem a liberação da capacidade criadora de um povo”. Essa afirmação do economista Celso Furtado faz refletir sobre a dimensão cultural como eixo inovador do desenvolvimento, destacando a estreita relação entre cultura, criatividade e desenvolvimento.

O associativismo empresarial também é um importante fator de desenvolvimento local, e os empreendedores do turismo são os maiores impulsionadores do desenvolvimento local, porque empresas colaborativas dedicam atenção aos recursos humanos e naturais, reforça a coesão social dentro do território e oferece vantagem competitiva sustentável.

A relação cultura e turismo gera a promoção e venda de experiências e emoções, desde a música, as manifestações culturais, as artes, a gastronomia, a arquitetura. Portanto, o protagonismo local é parte importante para a inovação em territórios e o “sentimento de pertença” é demonstrado pelos atores culturais. Nesse contexto podemos incluir a participação das mulheres, a contribuição das comunidades negras, indígenas, comunidades de assentamentos e outras minorias de gênero.

É com esse olhar que a nova oferta turística da Paraíba está presente nas suas doze regões turísticas, somando vários municípios que já compõem vinte novos roteiros de experiências do turismo criativo e colaborativo, nos dois últimos anos de atuação do Sebrae.

Fonte: Regina Amorim