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Demanda por crédito no Brasil cai 14%, serviços aumentam e, no varejo, supermercados crescem

Segundo levantamento realizado pela Neurotech, o setor de Serviços é o único a registrar aumento da procura em todos os meses do ano, até o momento. Dentro do Varejo, apenas os supermercados apresentaram crescimento

3 de julho de 2024

A demanda por crédito no Brasil recuou 14% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com abril de 2024, que havia registrado uma leve recuperação de 14% frente março, o cenário foi novamente de queda (-1%). Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços.

 

Mais uma vez, o setor de Serviços foi o único a apresentar crescimento, desta vez de 20%, na comparação anual. O segmento também é o único que, até o momento, não apresentou queda em 2024. Já o Varejo recuou 22%, enquanto a demanda entre Bancos e demais instituições financeiras caiu 12%.

 

Por outro lado, a comparação mensal apresentou queda de demanda apenas entre os bancos, com um recuo de 4%. Os Serviços tiveram aumento de 11%, enquanto o Varejo subiu 1%.

 

Dentro do segmento varejista, o grande destaque do ano é a categoria Supermercados, que manteve aumento de demanda em todos os meses, na comparação com 2023. “Historicamente, o setor varejista é o que promove maior impacto no Índice geral e, mais uma vez, os supermercados representam a única categoria com crescimento de demanda, desta vez de 7%. Aparentemente os brasileiros seguirão cautelosos neste cenário ainda de incerteza e recuperação lenta da economia, priorizando gastos com alimentação e demais itens de necessidades básicas”, avalia Natália Heimann, head de produtos Analytics da Neurotech e responsável pelo indicador.

 

De acordo com o INDC, o ranking das categorias do varejo que apresentaram quedas no comparativo anual, da maior para a menor, ficou assim: Lojas de Departamento (-68%), EletroMóveis (-34%), Vestuário (-26%) e Outros (-4%).

 

Na comparação com abril de 2024, o cenário foi mais animador, com quedas apenas nas categorias Lojas de Departamento (-36%) e EletroMóveis (-12%). Vestuário (+24%), Supermercado (+3%) e Outros (+2%) seguiram em alta.

 

Fonte: Assessoria