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Foto: Sebrae

Após turbulência, micromobilidade volta a crescer com modelo de locação de bikes e patinetes

Exemplo de sucesso vem da Bee Elétricas, empresa fluminense, que começou há 24 anos no mercado de duas rodas tradicional e hoje é destaque entre os veículos elétricos

13 de junho de 2024

Quem achava que a micro mobilidade não era um negócio viável no Brasil, se enganou. Após altos e baixos, o segmento vem mostrando ser viável e conquistando novamente o gosto dos brasileiros – ainda apenas em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro -, porém, desta vez com um modelo de negócio diferente nascido na capital fluminense, que mostra que agregar estilo com consciência ambiental está na moda e dá certo. Sai a locação, entra a aquisição.

 

O modelo de locação de bikes e patinetes se mostrou difícil, mas em meio a tantos desafios, a Bee Elétricas, que desde 2019 investe em micro mobilidade elétrica, vem mostrando que o brasileiro é um ser engajado, principalmente, quando a proposta é facilitar o seu dia a dia. Com um layout que não é nem bicicleta, nem moto, e ainda pode transportar até 200 quilos de carga, esse veículo chamado de Bee de conquistar milhares de brasileiros neste ano, segundo planos da empresa homônima.

 

Após alcançar R$ 23 milhões em faturamento bruto em 2023 , a Bee Elétricas quer ir além, segundo o CEO, Bernardo Omar. Para 2024 a meta é de mais de R$ 30 milhões e, para isso, além de abrir mais duas novas lojas no estado fluminense – uma delas até meados de junho será inaugurada em Niterói – a empresa vai apostar forte no mercado europeu. Com uma flagship já instalada em Lisboa, a Bee será patrocinadora do Rock´in Rio Lisboa neste ano trazendo também uma loja conceito no festival.

 

A Bee já conta com duas lojas no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca e em Botafogo, e uma na cidade de São Paulo, no bairro Moema. E a expectativa é não parar por aí. “Já estamos em processo de fortalecimento do negócio para crescer e com duas novas lojas em processo de abertura: em Niterói e no maior shopping center da América Latina, o Barra Shopping”, ressalta Omar, que firmou parceria com a XR Advisor, que traz consigo o smart money a partir do seu fundo de private equity.

 

A XR vem auxiliando a Bee na implementação de governança corporativa para essa expansão da operação, além do acesso ao capital necessário. “Nosso objetivo é promover expansão sustentável, porém agressiva, atendendo a crescente demanda do consumidor da marca e o tamanho do mercado-alvo”, afirma o CEO da XR, Rodolfo Oliveira.

 

Crescer dá trabalho

A Bee Elétricas, apesar de apenas cinco anos de existência, tem jornada que começou em 2000, com a inauguração da Alanmotors, inicialmente uma concessionária da marca italiana Aprilia que com o tempo virou multimarcas e referência em scooters e vespas. A hoje Bee Elétrica começou com motor à combustão e foi a partir desse movimento, com o conhecimento adquirido na importação dos veículos e do entendimento sobre como adequá-los para o Brasil, que o negócio da micro mobilidade iniciou.

 

“A gente já entendia o que levava o brasileiro a comprar uma motocicleta, seus comportamentos e hábitos. Com o tempo, percebemos que a micro mobilidade, estilo de vida e sustentabilidade atendiam o novo momento e aí precisávamos trazer a nossa identidade. Foi quando decidimos produzir nossas próprias Bee´s”, explica Omar. Hoje, segundo ele, a Bee oferece uma proposta utilitária exclusiva, com uma extensa linha de acessórios genuínos, durabilidade e um estilo de vida que caiu no gosto do brasileiro.

 

Os números globais da micromobilidade são impressionantes. Segundo a National Association of City Transportation e a McKinsey, até 2030 esse mercado deve atingir movimentação de US$ 500 bilhões. E as justificativas para números tão expressivos estão embasadas em adensamento populacional, custo de transporte tradicional e compromisso com a flexibilidade e meio ambiente. No entanto, micro mobilidade no Brasil ainda carece de atenção: para velocidade, uso de via, entre outros fatores.

Fonte: Assessoria