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Varejistas brasileiros perderam em média R$ 8,5 milhões com fraudes no ano passado
Foto: Freepik

Varejistas brasileiros perderam em média R$ 8,5 milhões com fraudes no ano passado

Relatório Varejo 2024, realizado pela Adyen, revela que mais de um terço (37%) das empresas brasileiras foram vítimas de ataque cibernético ou vazamento de dados no último ano

9 de abril de 2024

A Adyen, líder global de tecnologia de pagamentos para grandes empresas, divulga anualmente o Relatório Varejo com diversos dados sobre o mercado. Na edição deste ano, a pesquisa, revelou que as fraudes ainda são um desafio no setor varejista global e gera perdas significativas para empresas e consumidores, anualmente.

 

A pesquisa da Adyen, realizada em parceria com o Centro de Pesquisa Econômicas e de Negócios (Cebr), apontou que o setor varejista global perdeu em média US$ 2,9 milhões (R$ 15 milhões) por empresa em 2023 em decorrência desses ataques. No Brasil, ações fraudulentas resultaram em um prejuízo médio de R$ 8,5 milhões (US$ 1,7 milhão) por empresa no ano passado. Entretanto, essas perdas são ainda mais expressivas em determinados mercados, como o varejo de moda de luxo, que teve prejuízo de R$ 9 milhões, e o comércio de aparelhos eletrônicos, com perda média de R$ 10,2 milhões por empresa.

 

No total, mais de um terço das empresas brasileiras (37%) foi vítima de ataques cibernéticos ou vazamentos de dados nos últimos 12 meses, o que aumentou 69% em comparação com os números divulgados pelo relatório em 2022.

 

As fraudes também estão afetando os compradores. Dois em cada cinco consumidores brasileiros (43%) foram vítimas de fraudes de pagamentos em 2023. Também conhecida como roubo de identidade, a fraude em pagamentos acontece quando há o roubo do número do cartão de crédito ou débito, ou dos dados da conta corrente, para a realização de uma compra não autorizada.

Os consumidores brasileiros que foram vítimas de fraude de pagamentos em 2023 perderam, em média, R$ 2022,46 – um aumento de 137% em relação ao ano anterior (R$ 853). No entanto, apesar do aumento significativo na atividade fraudulenta, 82% das empresas afirmaram ter sistemas eficazes de prevenção de fraudes em vigor – um aumento de 8 pontos percentuais em relação ao ano passado (74%).

Impacto da fraude no comportamento do consumidor

O risco de fraude afetou o comportamento do consumidor durante as compras, tanto na loja física quanto na loja on-line. Um quarto (25%) dos consumidores brasileiros se sente mais inseguro ao fazer compras hoje em comparação com 10 anos atrás, devido ao aumento dos riscos de fraude.

Como resultado, 36% dos consumidores brasileiros optam por fazer compras em lojas que têm medidas de segurança mais rigorosas e, ao fazer compras on-line, 23% dos consumidores gostam quando o varejista solicita comprovação de identidade nos pagamentos, pois isso dá confiança de que existem proteções eficientes contra fraudes.

O que dizem as empresas

As empresas brasileiras estão considerando investimentos e mudanças em sua tecnologia em resposta à crescente ameaça de fraude, a fim de proteger seus negócios e clientes. Mais da metade (53%) planeja adotar provedores de pagamentos com mecanismos aprimorados na proteção contra fraudes.

Além disso, 64% dos empresários afirmam que começaram a considerar como seus negócios podem estar em conformidade com a Diretiva de Serviços de Pagamento 3 (PSD3) – uma diretriz da União Europeia que estabelece regras mais rígidas para proteger os direitos dos consumidores e informações pessoais no setor financeiro.

“A fraude é um desafio generalizado para os varejistas, global e localmente, e as descobertas da pesquisa demonstram como as fraudes impactam significativamente o ganho das empresas e o bolso dos consumidores”, explica Renato Migliacci, Vice-Presidente de Vendas da Adyen Brasil. “Os criminosos estão implantando métodos mais sofisticados quando atacam empresas, incluindo a aplicação de IA, e, portanto, é fundamental que o investimento em mecanismos de defesa corretos seja uma prioridade para proteger as empresas e os clientes.”

Renato ressalta ainda que “não há uma solução única para a defesa contra fraudes, mas com o apoio de tecnologias sofisticadas, como ferramentas de aprendizagem de máquina, os varejistas se tornam capazes de reconhecer clientes genuínos, aprovando mais compras verdadeiras, e detectar atividades fraudulentas em seus canais de vendas, reduzindo os riscos para os negócios”.

“Na Adyen, usamos tecnologia avançada combinada com regras de risco personalizáveis e machine learning para proteger os varejistas – bloqueando fraudes, evitando disputas e ficando à frente das últimas tendências de fraude”, finaliza o executivo.

Pesquisa com varejistas

13.177 comerciantes no Reino Unido, Japão, França, EUA, Brasil, Portugal, Polônia, Itália, Alemanha, Austrália, Espanha, Holanda, Suécia, Canadá, México, Cingapura, Malásia, Hong Kong, Índia, Áustria, Suíça, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos e China
518 empresas brasileiras
Pesquisa realizada entre 15 de janeiro de 2024 e 1º de fevereiro de 2024
Pesquisa Cebr

O Cebr foi contratado para entender o impacto do prejuízo com a fraude em todo o mundo.

Os números financeiros representam valores sugeridos pela pesquisa para as perdas anuais causadas por fraude. Esses números são dimensionados com base nas respostas de diferentes grupos demográficos sobre suas experiências com fraudes e dados oficiais sobre populações e receitas de empresas, incluindo dados da OCDE. A Censuswide não pesquisou comerciantes individuais, e os dados modelados do Cebr foram direcionados para as empresas com 20 ou mais funcionários.

Fonte: Assessoria