Novo corte da taxa Selic impacta positivamente mercado de compra e venda de imóveis
Corte já era previsto por especialistas da área e o Governo Federal pretende propor novo corte entre março e maio deste ano
21 de março de 2024
Foi anunciado pelo Copom nesta quarta-feira (20), mais um corte de 0,5% na taxa Selic, que saiu de 11,25% a.a para 10,75% a.a. O corte já era previsto por especialistas da área e o Governo Federal pretende propor novo corte entre março e maio deste ano para mais 0,5%. O último corte havia sido realizado em janeiro de 2024, sendo esse o sexto corte consecutivo e igualando o nível mais baixo desde fevereiro de 2022, quando a taxa também estava em 10,75%.
Para o mercado imobiliário os cortes nas taxas de juros são positivos, pois impactam diretamente a compra e venda de imóveis, uma vez que as taxas se tornam mais atrativas para quem deseja investir em um imóvel. Estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a definição da Selic mira, primariamente, o controle inflacionário, porém tem impactos diretos, também, na dinâmica das contas públicas, atividade econômica, balança comercial, entre outros. O Banco Central opera via oferta de títulos públicos disponíveis no mercado, comprando ou vendendo os mesmos para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda monetária.
O principal impacto da queda da Selic sobre o financiamento imobiliário é a potencial redução dos juros cobrados pelas instituições financeiras. A taxa referencial serve de base para diversas operações de crédito no país, incluindo os financiamentos imobiliários. Portanto, quando a Selic cai, os bancos tendem a reduzir – ainda que não na mesma proporção – as suas taxas de juros para manter a competitividade no mercado.
“Com o índice em queda, considerando um cenário de inflação controlada e estabilidade econômica, as linhas de crédito tendem a ficar mais baratas para quem deseja contrair dívida via financiamento imobiliário. Dessa forma, aumenta-se a demanda potencial para aquisição de imóveis diante de parcelas menores e rendas elegíveis para aprovação do crédito”, explica José Eduardo Machado, cofundador e CFO do Meu Imóvel, plataforma digital focada no mercado imobiliário como uma estratégia para envolver os interessados na decisão de compra e, ao mesmo tempo, gerar leads inteligentes e assertivos. “O racional contrário vale também, se a Selic está muito alta, o custo dos empréstimos e financiamentos também tende a aumentar, inviabilizando negócios”.