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Foto: Freepik

PIB dos EUA surpreende e coloca em xeque cortes de juros, avalia especialista

PIB superou as expectativas do mercado e pode afetar os planos do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense de reduzir as taxas de juros em maio

26 de janeiro de 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3,3% no quarto trimestre de 2023, superando as expectativas do mercado e mostrando a força da maior economia do mundo. O resultado pode afetar os planos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, de reduzir as taxas de juros em maio, após mantê-las estáveis em março.

“Embora já esperássemos uma economia resiliente no 4º trimestre, com base em números como vendas no varejo e emprego, o avanço anualizado de 3,3% foi uma grande surpresa positiva, acima do consenso de 2% do mercado. Na verdade, o resultado positivo precisa ser visto da perspectiva de que estamos partindo de uma base forte, no 4º trimestre de 2023, o que torna esta leitura ainda mais sólida”, disse Thomas Monteiro, editor principal da seção de Opinião e Análise do Investing.com.

Segundo ele, os números de hoje reforçam a narrativa de um pouso suave, pois não deixam dúvidas de que ainda estamos muito longe de algo que se assemelhe a uma recessão. “Além disso, do ponto de vista de mercado, isso basicamente encerra a possibilidade de cortes de taxa de juros em março nos EUA. Não há absolutamente nenhuma necessidade de o Fed apressar os cortes de juros agora. Não ficaria surpreso se o mercado começar a questionar a necessidade de cortes de taxa em maio também”, afirmou.

Monteiro alertou, no entanto, que há uma questão que ainda precisa ser examinada, que é a inflação. “Do ponto de vista fundamentalista, esse tipo de crescimento do PIB apresenta riscos sólidos para os consumidores americanos, pois mostram que o dinheiro ainda está fluindo em níveis muito aquecidos em toda a economia”, explicou.

O PIB dos EUA é um dos principais indicadores da saúde econômica do país e tem impacto direto nos mercados financeiros globais. Um crescimento mais forte do que o esperado pode sinalizar que o Fed não precisa estimular a economia com cortes de juros, o que tende a valorizar o dólar e pressionar as moedas de países emergentes, como o Brasil. Por outro lado, um crescimento mais fraco pode indicar que o Fed precisa agir para evitar uma desaceleração ou uma recessão, o que tende a enfraquecer o dólar e favorecer as moedas de países emergentes.

Fonte: Redação com assessoria