Ibovespa fecha no azul com ajuda de Vale, bancos e exterior
Bolsas internacionais tem pregão de alívio depois de semanas de queda em agosto
28 de agosto de 2023
O Ibovespa começou a última semana de agosto em toada positiva e subiu 1,1% nesta segunda-feira, aos 117.121 pontos. O impulso veio tanto das ações da Vale (VALE3) quanto do exterior, em um dia de alívio para as bolsas globais.
Ibovespa hoje
- IBOV: + 1,11%, aos 117.121 pontos
A Vale subiu até 1,4% hoje, acompanhando o anúncio de novos estímulos para a economia chinesa. O governo da China apresentou ontem um pacote de medidas para estimular a renda variável no país. Entre elas está um corte no imposto sobre negociações na bolsa de valores, que caiu de 0,1% para 0,05%. A redução, segundo comunicado do governo chinês, visa “revigorar o mercado de capitais e aumentar a confiança dos investidores”. É o primeiro corte realizado pela China desde a crise de 2008.
A resposta imediata foi positiva, embora analistas tenham afirmado que é “improvável” que essas medidas por si só consigam impulsionar a economia. “As reduções do imposto de negociação e a suspensão de novas ofertas proporcionaram, no passado, apenas um impulso temporário aos mercados, e não uma reviravolta fundamental”, informou relatório da Gavekal Research.
- Vale (VALE3): + 1,43%
O dia foi de ganhos também para as ações dos bancos, que juntas representam quase 15% do Ibovespa. Os papéis tiveram um dia de recuperação após as quedas recentes no mês de agosto.
- Itaú (ITUB4): + 3,39%
- Bradesco (BBDC4): + 3,24%
- Banco do Brasil (BBAS3): + 2,88%
- Santander (SANB11): + 1,57%
O mercado americano também teve um pregão de alívio. As principais bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta, com o fluxo comprador voltando ao mercado depois de alguns dias de sangria.
- Dow Jones (EUA): + 0,62%
- S&P 500 (EUA): + 0,63%
- Nasdaq (EUA): + 0,84%
Natura e The Body Shop
No radar também estão os papéis da Natura, que chegaram a subir mais de 4% no início do pregão, após o Conselho Administração da Natura dar o aval para a diretoria “explorar alternativas estratégicas” para a subsidiária The Body Shop, incluindo uma potencial venda do negócio.
A autorização ocorre em meio às tentativas da Natura de reduzir seu nível de endividamento, após período de forte expansão inorgânica. A empresa encerrou o segundo semestre com dívida líquida de R$ 10 bilhões. Sua relação dívida líquida/Ebitda foi de 7,24x contra 3,46x no mesmo período do ano passado.
- Natura (NTCO3): + 2,23%