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Bard, chatbot do Google chega ao Brasil em fase de testes para competir com ChatGPT

O sistema foi treinado em português brasileiro com o objetivo de oferecer respostas mais representativas

13 de julho de 2023

O que você faria se pudesse conversar com um chatbot que sabe responder a perguntas e gerar textos sobre qualquer assunto? Essa é a proposta do Bard, o chatbot inteligente do Google, que chegou ao Brasil nesta quinta-feira (13). O Bard usa inteligência artificial para entender os comandos dos usuários e criar textos baseados no que ele aprendeu com conteúdos públicos da internet. Por exemplo, você pode pedir ao Bard para:

  • Escrever um e-mail pedindo desculpas por não ter ido a um evento;
  • Resumir para você o que foi a Segunda Guerra Mundial;
  • Adaptar um texto para as normas ABNT;
  • Mostrar em uma tabela as principais guerras do século 20;
  • Escrever um programa na linguagem Python que imprima “oi, mundo”;
  • Fazer um e-mail de feliz aniversário criativo para sua namorada.

O Bard está disponível em português brasileiro e também em outros 27 países da União Europeia. Antes, ele só funcionava em inglês no Reino Unido, Estados Unidos e outros 100 países. A novidade chega para concorrer com o ChatGPT, da OpenAI que é outro chatbot que está acessível no país desde o fim do ano passado. Enquanto o Bing, que também usa a tecnologia do ChatGPT de inteligência artificial para gerar textos, já causou polêmica ao dizer que um médico cometeu mais de 100 assédios. O Google diz que o Bard é um experimento e que ele também pode ter “alucinações” ou gerar respostas sem sentido, com informação errada, enviesada ou com preconceitos. Por isso, a empresa quer observar o uso da ferramenta para melhorá-la.

Como usar o Bard?

Para usar o Bard, é necessário ter uma conta no Google e acessar o site bard.google.com. Lá, existe uma barra para digitar os comandos no chatbot, onde é possível perguntar o que quiser ou pedir para ele gerar um texto sobre algum tema. O Bard vai responder baseado no que ele sabe e vai mostrar as fontes que ele usou para criar o texto. Você também pode pesquisar no Google sobre os assuntos relacionados à resposta do Bard.

Funcionalidades

  • Conversas recentes e fixadas: o sistema vai guardar as suas interações para você acessar depois ou fazer perguntas relacionadas ao mesmo assunto.
  • Pesquisar no Google: a partir de uma resposta do Bard, você pode fazer buscas no Google sobre os assuntos relacionados.
  • Ler respostas em voz alta: se você quiser ouvir a resposta do Bard, é só tocar no ícone de caixa de som. Isso pode ser útil para saber a pronúncia de uma palavra em língua estrangeira, por exemplo.
  • Exportar código Python para o Replit: se você programa na linguagem Python, o Bard pode gerar um código para você e exportá-lo para o Replit, uma plataforma online de programação.
  • Compartilhar: você pode enviar a sua pesquisa para os seus amigos e trocar ideias sobre as respostas do Bard.
  • Alterar o tom de uma resposta: em inglês, você pode escolher como quer que o Bard responda ou escreva algo. Por exemplo, você pode pedir um e-mail de desculpas simples, profissional ou casual. O Google diz que isso vai chegar a outros idiomas depois.
  • Integração com o Google Lens: em inglês, você pode enviar uma imagem para o Bard e pedir para o Google Lens fazer uma legenda ou uma pergunta sobre ela. Por exemplo, você pode enviar uma foto de um carro e perguntar: qual é o nome dessa peça?

Ainda que seja um produto do Google, o Bard não é necessariamente uma foma diferente de mostrar resultados de busca. Ele é “complementar” e apenas responde baseado no que “aprendeu”. Tanto é que ao responder, sempre dá a opção para a pessoa realizar pesquisas no Google. “As pessoas poderão ainda perguntar ao Bard quais as fontes foram usadas para dar respostas, afirma Bruno Possas”, vice-presidente global de busca do Google.

Redação