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A companhia aérea Qantas anunciou os primeiros voos comerciais que transportarão, passageiros de Sydney até cidades como Londres e Nova York.

Qantas anuncia voo mais longo do mundo com 19h; veja o trajeto

Novidade deve ser implementada a partir de 2025 com destaque para conforto nas cabines

2 de maio de 2022

A companhia aérea Qantas anunciou, nesta segunda-feira (2), os primeiros voos comerciais que transportarão, de forma direta e sem escalas, passageiros de Sydney (Austrália) até cidades como Londres (Inglaterra) e Nova York (EUA). Trata-se do voo mais longo do mundo, com cerca de 19 horas e 19 minutos de duração.

O tempo foi estimado após a empresa australiana realizar, em 2019, testes de Londres até Sydney, percorrendo uma distância de 17.750 quilômetros. No mesmo ano, um voo de Nova-York para Sydney demorou pouco mais de 19 horas ao longo de 16.200 quilômetros.

Segundo o CEO da Qantas, Alan Joyce, esta “é a última fronteira e a última solução para a tirania da distância”. Ele ainda comentou que os novos tipos de aviões encomendados “tornam possíveis novas coisas”.

Atualmente, a companhia aérea já opera uma conexão entre Perth, no sudoeste da Austrália, e Londres. O voo dura 17 horas e percorre 14.498. No entanto, o voo comercial mais longo do mundo sem escalas pertence, até então, à Singapore Airlines, que liga Singapura a Nova York em 19 horas de viagem. As informações são da Exame.

Como funciona a novidade

Para conectar Sydney a outras cidades, a Qantas encomendou 12 aviões Airbus A350-1000. A iniciativa faz parte do “Projeto Amanhecer” e deve ser implementada a partir do final de 2025.

“Como vocês podem imaginar, a cabine foi especialmente projetada para o máximo de conforto nos voos de longa distância”, afirmou Joyce. Os aviões serão adaptados para transportar 238 passageiros, com uma primeira classe que inclui cama separada, assento reclinável e armário. Já a classe econômica deve ter mais espaço e área “para movimentar, alongar e hidratar”.

De acordo com os catálogos de 2018, último ano em que a Airbus publicou os preços de seus aviões, o A350-1000 era vendido por US$ 366,5 milhões (R$ 1,8 bilhão). No entanto, a Qantas confirmou que obteve uma redução significativa no preço das aeronaves.

Além desses modelos, a companhia também pediu 40 aviões A321 XLR e A220 à Airbus, com a possibilidade de comprar 94 adicionais até o final de 2034. O destaque vai para a sustentabilidade.

“O novo avião reduziria as emissões de gases do efeito estufa em pelo menos 15% se funcionar com combustíveis fósseis, e um pouco mais se usar combustível de aviação mais duradouro”, disse o CEO da Qantas. “Os A320 e A220 serão a coluna vertebral de nossa frota nacional nos próximos 20 anos”.