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Veja dicas de como manter a organização financeira

Veja dicas de como manter a organização financeira

Saiba como manter a organização financeira e simplificar a sua relação com o dinheiro

29 de março de 2022

Os brasileiros nunca estiveram tão endividados e por isso se vê a importância da organização financeira. Segundo a última edição da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada no início do mês  pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); o percentual de famílias com dívidas no país atingiu a máxima histórica de 76,6% em fevereiro. O número é o maior em 12 anos.

E engana-se quem pensa que a situação acomete apenas pessoas de baixa renda. O aumento foi observado dentre todos os grupos renda pesquisados – tanto em famílias com renda de até 10 salários mínimos, quanto nas famílias com renda acima de 10 salários mínimos.

Ainda de acordo com o documento, a parcela das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso também cresceu na passagem mensal, passando de 10,1% para 10,5% do total.

Considerando o cenário econômico atual, que inclui a escalada da inflação e alta dos juros, os dados não surpreendem, mas acendem um alerta sobre a importância da organização financeira – não só para fugir das dívidas, mas também e principalmente para traçar um plano de orçamento bem estruturado para, enfim, conseguir usufruir da tão sonhada liberdade financeira.

Pensando nisso, abaixo tem quatro passos para te ajudar a conquistar (e manter) a organização financeira.

1. Planeje (e acompanhe!) seus gastos mensais

Um dos hábitos mais importantes para manter a organização financeira é fazer um controle mensal de seu fluxo de caixa. Para isso, é preciso ter clareza não apenas sobre o valor do seu salário líquido (e outras fontes de renda mensais), mas também sobre o seu custo de vida e principais gastos.

Mas não se desespere: foi-se o tempo em que era preciso anotar todo e qualquer gasto manualmente em uma planilha para fechar essa conta.

Com o avanço tecnológico, algumas ferramentas já permitem que você faça esse acompanhamento de forma automatizada. É o caso, por exemplo, do Finanças+, a ferramenta de gestão financeira do BTG Pactual, disponível dentro do próprio aplicativo BTG Pactual Banking.

Além de permitir um acompanhamento em tempo real de todas as suas receitas e despesas, o Finanças+ também separa automaticamente os gastos dos clientes por categorias (alimentação, lazer e entretenimento, contas, transporte, compras, dentre outras). Isso ajuda a ter uma visão geral do orçamento antes de dar o próximo passo, que é enxugar os gastos desnecessários.

2. Corte os gastos desnecessários

Com as despesas mapeadas e categorizadas, fica mais fácil identificar o que pode estar causando um rombo no seu orçamento e traçar, a partir disso, um plano para não chegar ao final do mês no vermelho.

Comece listando os gastos essenciais e que não podem ser cortados (como contas de luz, água e aluguel). Depois, é hora de olhar para as contas variáveis (como viagens; roupas e restaurantes).

É claro que você não precisa se privar de atividades que te trazem prazer – afinal, ninguém deveria trabalhar apenas para pagar as contas básicas; mas certamente pode fazer alguns pequenos ajustes, como deixar o delivery apenas para os finais de semana ou reavaliar se precisa mesmo de tantos pontos de TV a cabo (ou assinaturas de streaming), por exemplo.

Outra dica é definir um teto limite de gastos para cada tipo de gasto. Você pode usar como referência a regra 50-30-20; que orienta que 50% da sua renda seja destinada aos gastos fixos, 30% aos variáveis e 20% a investimentos.

3. Atenção ao cartão de crédito

O cartão de crédito pode passar a falsa impressão de que você tem o dinheiro em mãos, quando na verdade trata-se de um valor emprestado. Quando você for realizar uma compra com ele, lembre-se sempre de se perguntar se você terá aquela quantia em caixa na hora de pagar a fatura. Caso contrário, corre o risco de cair no ciclo do endividamento.

4. Se conseguir poupar, invista

Esta última etapa é para quem já conseguiu colocar todas as outras em prática. Isso porque, depois de se organizar financeiramente, é bastante provável que você comece a conseguir guardar parte da sua renda mensal para investir.

Mas, antes de se aventurar no mercado de renda variável ou em outros investimentos mais sofisticados, lembre-se de montar uma reserva de emergência (valor que fica investido em produtos seguros e com baixa liquidez, para que possa ser resgatado rapidamente em caso de necessidade). Assim, você reduz significativamente as chances de cair no endividamento diante de algum imprevisto.